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Ex-vocalista dos AC/DC explicou a sua saída da banda

Ex-vocalista dos AC/DC explicou a sua saída da banda

Brian Johnson, ex. vocalista dos AC/DC explicou, em comunicado, a sua saída da banda.


Num extenso comunicado Johnson,68 anos, deixou no ar um possível regresso aos palcos, ainda que incerto, deixando contudo a certeza que não se irá retirar e que pode continuar a gravar em estúdio algo que tenciona fazer.

Leia o comunicado na íntegra:

“Como é do conhecimento dos fãs dos AC/DC, os restantes concertos da Rock Bust World Tour, incluindo os 10 concertos adiados nos Estados unidos, estão a ser remarcados com um vocalista convidado. Desejo explicar, pessoalmente, a situação, pois não me parece que os anteriores comunicados de imprensa ilustrem o que queria dizer aos nossos fãs ou a forma como penso que deviam ter sido feitos.

No dia 7 de março, após uma série de exames, foi-me dito que se continuasse a atuar em grandes palcos arriscaria perda total de audição.

Ainda que tenha ficado chocado com a realidade dessas notícias, há algum tempo que estava consciente de que a minha perda de audição parcial estava a começar a interferir com a minha prestação em palco. Tinha dificuldade em ouvir as guitarras e, uma vez que não conseguia ouvir distintamente os outros músicos, receava que a qualidade do meu desemepenho pudesse ficar comprometido.

Com toda a honestidade, isto era algo que eu não podia permitir conscientemente. Os nossos fãs merecem o mais alto nível da minha performance e se, por qualquer razão, não consigo atingir esse nível, não vou desapontar os nossos fãs ou envergonhar os outros músicos dos AC/DC.

Não sou pessoa de desistir e gosto de terminar o que começo, não obstante os médicos tenham deixado bem claro, a mim e aos meus companheiros de banda, que não tinha outra escolha a não ser parar de subir ao palco nos restantes concertos e, possivelmente, em datas futuras. Foi o dia mais negro da minha vida profissional.

Desde esse dia, tenho sido seguido em consultas regulares e parece que, num futuro mais próximo, não poderei atuar em estádios ou grandes espaços, onde o volume sonoro está acima da minha tolerância atual, sem arriscar uma perda substancial de audição e, possivelmente, surdez total. Até essas notícias dei o meu melhor por continuar, apesar da dor e perda de audição, mas o fardo tornou-se muito pesado e o risco muito grande.

Por último, desejo assegurar os nossos fãs que não me vou retirar. Os médicos dizem-me que posso continuar a gravar em estúdios e tenciono fazê-lo. Para já, todo o meu foco está em prosseguir os cuidados médicos para melhorar a minha audição. Espero que a minha audição melhore com o tempo e me permita regressar aos concertos. Ainda que o resultado seja incerto, estou otimista. O tempo encarregar-se-á do resto.”

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