Um golo nos descontos destruiu por completo as aspirações azuis de obtenção do terceiro lugar na Taça de Honra da AF Lisboa, penalizando também a equipa do Restelo pela ineficácia na finalização.
Em jogo disputado, mas nem sempre bem jogado, o equilíbrio imperou, mas foi por via de uma fífia da defesa do Belenenses que Kuca, um reforço muito mexido, fez o primeiro golo. Uma bola perdida a meio-campo isolou o estorilista, que perante a passividade de João Afonso, só teve de ter a calma suficiente para marcar à saída de Filipe Mendes.
Estava feito o primeiro golo, mas não tardou a que se assistisse à reação azul e foi precisamente a partir do momento em que a equipa de Lito Vidigal começou a correr atrás do prejuízo que veio à tona a ineficácia na altura do remate. O maior exemplo aconteceu aos 29 minutos, quando Tiago Caeiro falhou escandalosamente em frente da baliza o empate. Isto após uma boa jogada com passe de Adilson e simulação de Fredy.
Canários a gerir
Em vantagem, José Couceiro viu a sua equipa jogar muito a meio-campo sustendo, por um lado, as iniciativas dos azuis e, por outro, explorando o erro adversário. Sintomático é o facto de os canarinhos só terem efetuado dois remates (apenas o do golo à baliza) durante toda a primeira parte.
No segundo tempo, José Couceiro operou uma revolução e lançou a maior parte dos elementos que transitaram da época anterior. Lito Vidigal só mudou aos 56 minutos e o jogo melhorou de qualidade, sempre com mais ascendente dos azuis, que procuravam o empate. Conseguiram-no através de Deyverson já perto do final. Suspiravam de alívio os adeptos do Restelo, que já tinham visto bastantes ocasiões desperdiçadas de forma flagrante.
Pensava-se nas grandes penalidades, mas nos descontos João Pedro Galvão rematou ao poste e Bruno Lopes fez a recarga para o golo da vitória. O empate podia ajustar-se melhor ao que se passou durante os 90 minutos, mas castiga a inépcia do ataque do Restelo.