OCTOPUSSY CREW São duas décadas de sessões em que a música da octopussycrew, coletivo de Hellmariachi, 4TFree, Zhero e 3Styla (3 djs + 1 mc) tem significado músculo, nervo e delírio alimentados por matérias reggae, dub, ragga ou dancehall, num universo em que os graves dominam e apontam ao coração e às pernas. quando se ouve, a voz adensa a névoa sonora e alimenta o rastilho das suas celebrações coletivas, intensas e pulsantes, em que a música revela contornos ásperos, ambientes urbanos caóticos e subgraves possantes, num contínuo de reverberações ou atmosferas etéreas estimulantes, para absorver ou dançar de olhos fechados. com a frequência cardíaca no máximo. GHOST HUNT Os Ghost Hunt são um duo electrónico composto por Pedro Chau (baixista dos The Parkinsons) e Pedro Oliveira (outrora conhecido do circuito noise como Monomoy) e, aqui, comandante da banda na alquimia sonora através de caixas de ritmo e sintetizadores variados. A sonoridade da dupla consegue baralhar as coordenadas espaço-tempo, soando tanto ao espaço sideral de amanhã, como à Alemanha de Leste repetitiva dos 70s; ou tanto à cena clubbing de Detroit como ao ninho de uma Factory Records. Formados em 2015, a parelha lançou no ano seguinte o primeiro disco homónimo pela conimbricence Lux Records. Desde então, já pisou palcos como o Reverence Valada, Tremor ou Lisbon Dance Fest e percorreu as salas do país tanto a título individual ou acompanhando as exibições do documentário Tecla Tónica. No ano passado foram convidados pelo músico e produtor holandês Jacco Gardner a abrir algumas das suas datas em Espanha, com quem haviam já gravado três temas soltos em jeito de antecipação do disco “II”, a ser lançado em maio de 2020 com o selo da Lovers & Lollypops. É inevitável associar a música dos Ghost Hunt ao carimbo “espacial” ou “cósmico” ou do conceito, por vezes mal empregue, de “viagem musical” ao escutá-los. A forte influência “kosmische” está mais vincada neste seu novo trabalho, que mostra que o som do duo continua eclético e sempre aberto a novas possibilidades. Estes caça-fantasmas aterraram de novo na estratosfera das edições discográficas, provando que lá para os lados siderais ainda há muito por aprender.