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Diogo Viana: «Não podia dizer que não ao Belenenses»

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Diogo Viana chegou no fim do mês de janeiro e já deu uma entrevista à SAD do Belenenses.


“O mais recente reforço do chega ao Restelo com vontade de triunfar e de ser bem sucedido de Cruz ao peito. Diogo Viana promete golos, assistências, vitórias, assim como afirmar-se no futebol português. O novo camisola 70 não esconde que o último dia de mercado foi fundamental na mudança para o Belenenses (“Não podia dizer que não”, confessa) e agora pretende agarrar a oportunidade e mostrar as suas qualidades: velocidade, técnica e criatividade. Quanto à receção ao Tondela no próximo domingo, onde poderá fazer a sua estreia pelos azuis, o objetivo está identificado: “Queremos vencer para subir na classificação!”

Fizeste a tua formação no Esperança de Lagos (de onde és natural), Sporting e FC Porto, com estreia aos 18 anos pela equipa principal. Foi o início de uma carreira promissora?
– Comecei na minha terra e estive 7 anos no Sporting, onde me formei como jogador e como homem. Fui considerado o melhor jogador do Torneio Internacional de Lisboa pela seleção sub-18 e depois surgiu a oportunidade de ir para os juniores do FC Porto. Mais tarde, comecei a treinar com a equipa principal e estreei-me pela mão do treinador Jesualdo Ferreira.

Seguiu-se um ano e meio no Venlo (Holanda), que foi muito importante no meu crescimento…
– Fui muito novo, com 19 anos, algo que não é fácil para ninguém. Estava sozinho, mas foi uma etapa espetacular. Fez-me muito bem e consegui alcançar os meus objetivos pessoais e desportivos. Fui muito feliz na Holanda mas, na fase final, já estava um pouco cansado de estar fora do país e quis regressar a Portugal…

…Onde representaste Aves, Penafiel e Gil Vicente. Foi nestes anos que te deste a conhecer no futebol português?
– É verdade. Tinha um estatuto de jovem promessa na formação e senti que tinha de voltar para dar o salto para outros patamares. Consegui vir para a Primeira Liga no Gil Vicente, onde correu tudo pelo melhor, nomeadamente no primeiro ano.

A Bulgária (Litex e CSKA Sofia) foi a próxima paragem. Houve essa necessidade de voltar a emigrar?
– Para mim, emigrar nunca foi problema, ainda para mais se os clubes demonstram vontade em contar comigo. Foram dois anos muito bons e um desafio interessante para mim.

Agora estava na hora de regressar…
– A verdade é que ia emigrar outra vez, mas o presidente Rui Pedro Soares decidiu ir conversar comigo a Lagos. Não vou esquecer essa atitude, fez muitos sacrifícios para me contratar e convenceu-me a assinar pelo Belenenses. Não podia dizer que não.

Essa foi a principal razão para vires para o Restelo?
– Sem dúvida. Já tive oportunidade de dizer ao presidente que, se ele não vai ao Algarve, dificilmente estaria aqui!

O que esperas desta novo desafio?
– Acima de tudo quero ajudar o Belenenses a cimentar a posição na tabela, se for com golos e assistências, melhor. Sei que a Liga portuguesa é muito competitiva, mas queremos ganhar o máximo de jogos possíveis. Quero mostrar o jogador que sou e afirmar-me no futebol português.

Tens contrato até junho de 2019. Acreditas que podes ser feliz no Restelo?
– Estou num clube muito bom, com história e um estádio espetacular, onde fui muito bem recebido por todos. A minha vontade de trabalhar é enorme, por isso tenho todas as condições para ser bem sucedido.

Já fizeste alguns treinos e já deu para conhecer os cantos à casa. Quais foram as primeiras impressões?
– Gostei bastante da organização. Desde que cheguei, não me deixaram faltar nada, algo que é essencial para o bem-estar de qualquer jogador. Quando estava no estrangeiro, também acompanhava o Belenenses, porque tenho aqui alguns amigos. Plantel? Tem muita qualidade e sinto que podemos fazer coisas bonitas esta época.

O que podes acrescentar à equipa?
– Sou um jogador rápido, tecnicista e que gosta de assistir os colegas. Claro que, se puder fazer uns golinhos, melhor ainda! Creio que tenho um bom cruzamento e gosto de dar alguma criatividade ao jogo. Sou um extremo puro, seja na esquerda ou na direita.

Ao longo da tua carreira, foste internacional jovem em todos os escalões (desde sub-16 a sub-21). Esta mudança para o Belenenses também foi para estares mais perto do selecionador Fernando Santos?
– É verdade que, se fizer uma grande época, tudo é possível. Mas tenho de ser realista e sei que é muito difícil ser chamado à Seleção Nacional. No entanto, nunca vou desistir e mantenho o sonho lá chegar.

Depois de uma importante vitória frente ao Boavista na última jornada, como perspetivas a receção ao Tondela?
– Queremos vencer. Jogamos em casa, diante dos nossos adeptos, aos quais aproveito para pedir que nos venham apoiar, porque tudo fica mais fácil com eles ao nosso lado. Temos obrigação de fazer tudo para ganhar. Os próximos dois jogos vão ser muito importantes para consolidarmos a nossa posição na tabela e, desta forma, encararmos o resto da temporada com mais confiança.”

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