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“Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise” (Nintendo Switch) | Análise Gaming

Deadly Premonition, “Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise” (Nintendo Switch) | Análise Gaming

Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise é um dos mais recentes exclusivos a chegar à Nintendo Switch. Será que consegue agradar aos fãs desta série de culto?

Deadly Premonition foi lançado originalmente em fevereiro de 2010 para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, sendo automaticamente associado ao ambiente vivido na série Twin Peaks. Mais tarde, e para ajudar na habituação do que para aí vinha, foi lançado também para a Nintendo Switch. Agora chega o segundo em exclusivo para a Nintendo Switch, o que não deixa de ser estranho ser um exclusivo para esta consola da Nintendo.


Se o primeiro jogo já era um jogo de nicho, este segundo é ainda mais. Este jogo é, claramente, feito a pensar nos fãs do primeiro, mas ainda foram mais longe e na primeira hora de jogo, caso não tenhas jogado o primeiro, das duas uma: ou és fã do primeiro queres saber mais da históri, ou vais pensar “Que confusão de escrita que para aqui vai, não estou a entender nadinha!”. É que, para entender este jogo, não tens apenas de ter jogado meia hora do primeiro… tens mesmo de ter acabado o jogo para entender a narrativa. Isto porque o criador não fez o mais pequeno esforço para te dar um enquadramento na história, nem quer saber se vais entender o ambiente criado pelo jogo! O início é logo uma bela hora de apenas conversa random de dois agentes do FBI Aaliyah Davis e Simon Jones a investigar o próprio Francis York Morgan, em conversas muito estranhas e sem sentido nenhum… supostamente.

Deadly Premonition, “Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise” (Nintendo Switch) | Análise Gaming

Ficas logo a pensar: o que raio ele faz sozinho? Porque tem fobia à cor vermelha? Que raio de gráficos são estes?

O jogo é uma sequela e prequela do primeiro jogo, Deadly Premonition 1, que contava a história do agente especial do FBI Francis York Morgan, enquanto investigava o assassinato de uma mulher de dezoito anos, que tinha semelhanças com uma série de assassinatos em todo o país. O assassino seria, supostamente, Raincoat Killer, que agora estava a ser apontado como o responsável por um assassinato na cidade rural de Greenvale.

A nível de história, o jogo divide-se entre dois periodos: um deles é passada em 2005, antes do primeiro jogo, quando Francis York Morgan investiga um assassinato durante as suas férias. Aqui vamos encontrar vários personagens carismáticas, incluindo Patricia Woods, que te vai ajudar durante a investigação. Nesta fase vais reunir pistas sobre o assassinato com o fim de o resolver.

Apesar do mundo semiaberto, a investigação segue de forma bastante linear e não existem quebra-cabeças para te fazer perder muito tempo. No meio da investigação é onde poderás encontrar alguns inimigos, que vais ter de eliminar com as armas apresentadas durante o jogo… mas o jogo é muito mais de investigação do que propriamente um shooter. Não senti necessidade de poupar balas, mas, mais uma vez, o jogo é difícil de se digerir devido aos problemas técnicos… é difícil jogar mais de trinta minutos sem te aperceberes de mais um problema aqui e ali, tanto nas animações, como no frame rate, mesmo em zonas de pouca informação gráfica. Se estes erros forem corrigidos com um patch, toda a experiência do jogo vai mudar, mas sinceramente acho difícil conseguirem consertar isto. 

Deadly Premonition, “Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise” (Nintendo Switch) | Análise Gaming

Se o primeiro jogo tinha uma vibe muito virada para o Twin Peaks, Deadly Premonition 2 foi-se influenciar em True Detective, em que a investigação faz lembrar, em demasia, a primeira temporada… a parte do interrogatório faz lembrar como eles contam a história do assassino, em que Zach continua presente na cabeça de York como a voz da razão que o ajuda durante todo o jogo.

O meio de transporte inicial é um skate. Aqui as quedas de frame rate são gritantes, mas podemos fazer alguns truques com o skate, a câmara é sempre controlada por nós, o que fica bastante estranho em certas alturas! Ah, e podemos ser atropelados… portanto, é sempre bom ter atenção à estrada.

O Agente York é uma pessoa com grande carisma, penso que o personagem está muito bem conseguido, com o seu amor ao café, ao cinema, etc,  os seus diálogos, às vezes, estão incríveis. York tem poderes que muita gente não tem e é isso que o faz especial. Por exemplo, à noite, York vê inimigos que os humanos não conseguem ver.

As mecânicas do jogo seguem a linha do primeiro; o combate não é fluido, tal como no primeiro. Neste contamos com alguns inimigos diferentes e que aqui estão mais bonitos que no anterior. Além disso, os sons destes inimigos estão bastante bem conseguidos.

Temos algumas side missions, mas nada de espetacular, e minijogos, que fazem lembrar um pouco jogos como Yakuza ou o clássico Shenmue.

Deadly Premonition, “Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise” (Nintendo Switch) | Análise Gaming

Deadly Premonition 2 é um jogo de terror de sobrevivência, ambientado num mapa de mundo aberto e jogado de uma perspetiva de terceira pessoa por cima do ombro. 

O primeiro jogo tinha gráficos fracos, um voice acting terrível e sem sentido, muitas vezes. Os controlos e mecânicas já ultrapassadas para a altura, e este, como devem imaginar, passado tantos anos e com a tecnologia a crescer está… pois, está igualmente mau. Novamente ultrapassado nas mecânicas e com um voice acting horrível, dando aquela pitada de clássico e que vai ser mais uma razão para muita gente nem se quer tentar jogar isto. No meu caso, e de muita gente, vão ser mais umas razões para voltar a entrar neste mundo.

Hidetaka Suehiro optou por repetir a mesma imagem que aplicou no jogo D4, que saiu há algum tempo para a Xbox. Visualmente, em imagem parada, até fica bonito, o problema é que os movimentos do jogo não ficam orgânicos. Tem claras quebras de frame rate na consola, principalmente quando estamos a explorar a cidade de skate. Chegamos a sentir que a consola está a correr o jogo a 20 frames/segundo… O jogo precisa de ser renderizado melhor, porque até parece bonito na Switch, mas quando investimos várias horas de jogo, acabamos por ficar bastante cansados desses problemas. Outro problema que o jogo também apresenta são erros de colisão (até na cutscenes), o que não seria de esperar deste jogo.

Já tínhamos tido experiências do género em jogos como Siren, que, inicialmente, são lançados num mar de críticas, mas que, depois, são transformados em jogos de culto pelo público. Este é mais um desses casos: o jogo sai com notas muito baixas na imprensa especializada, mas, mais tarde, é tornado famoso por ser um jogo de terror japonês, influenciado por Twin Peaks.

Hidetaka “Swery” Suehiro, o criador do jogo, sabia bem onde se estava a meter e isto tudo não foi feito ao acaso. Foi criado, claramente, com o propósito de manter o ambiente do primeiro jogo. Se é bom? Poderá ser para alguns, mas para outros poderá estragar a experiência. Na minha perspetiva, já esperava este tipo de ambiente no jogo.

Resumindo, tirando os aspectos técnicos do jogo, Deadly Premonition 2  apresenta uma proposta diferente e que não se encontra em nenhum outro título. Não achei tão bizarro como o primeiro, mas é um título que poderá surpreender muita gente. Não é um jogo para todos, mas que, depois de entrar na história, vais, muito provavelmente, querer saber mais.

 

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