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Crítica – Zoe (2018)

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Zoe é o novo de filme de Drake Doremus, protagonizado por Ewan McGregor, Léa Seydoux e Theo James. Uma história de ficção científica sobre robôs (ou humanos sintéticos) que apresenta ideias bastante boas, mas que acaba por não as conseguir desenvolver da melhor forma.

Zoe e Cole são colegas e amantes nos Relationist Labs, um avançado laboratório de investigação focado na produção de novas tecnologias capazes de melhorar as relações românticas humanas. A premissa é bastante interessante e com isso o filme consegue explorar diversas questões, relacionadas com as emoções humanas, as relações amorosas e a condição humana, que definitivamente elevam o interesse do filme e adensam a sua substância. Neste aspecto, o argumento e a realização destacam-se pela forma como concretizam estas qualidades.

Contudo, o que falha a nível de “storytelling” é a estrutura da narrativa. Apesar de a história ser boa, e de tornar evidente o seu potencial, o filme é preenchido com alguns momentos mais arrastados, que prolongam o enredo e quebram um pouco o seu fio condutor e a sua orientação para um final lógico e coerente. Acaba por haver dificuldades em engajar a atenção do espectador e em enaltecer verdadeiramente o interesse e potencial que a história tem no seu cerne. Apesar de tudo, havia uma enorme facilidade em ir por um caminho cheio de clichés – pois histórias de robôs com características humanas (e todas as questões que estas trazem consigo) são muito comuns hoje em dia – e o filme consegue muito bem evitar essa tendência, independentemente dos seus defeitos, e criar algo diferente, que consegue ser visto sem ser comparado a algo exterior.

Algumas outras qualidades merecem ser destacadas. A fotografia do filme é bastante boa, conferindo-lhe uma estética consistente e muito bonita. Ewan McGregor e Léa Seydoux estiveram bastante bem nos papéis principais, fazendo actuações muito próximas ao tom contido, profundo e emocional que o filme tem (ou por vezes tenta ter). Por outro lado, a personagem de Theo James acaba por não receber um foco tão grande (da parte do argumento) como as outras duas já referidas. A sua personagem acaba por ser irrelevante e a sua actuação esquecível.

Zoe é um filme interessante, que lida com temas relacionados com as emoções humanas, debruçando um olhar muito minucioso e profundo sobre os mesmos. Contudo, um argumento que falha em concretizar a premissa do filme com uma estrutura narrativa que desorienta o rumo das coisas, acaba por não conseguir enaltecer o potencial que as ideias para um bom enredo apresentam.

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