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Crítica – ‘Ilha dos Cães’ (Isle of Dogs)

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Ilha dos Cães é o novo, e tão aguardado, filme de Wes Anderson, escrito, produzido e realizado pelo mesmo. Um filme com uma estética e direcção de arte deslumbrantes, equivalentes a um bom trabalho de realização por parte do cineasta, e a uma boa execução da técnica de animação Stop Motion. Contudo, uma história um pouco arrastada e confusa acaba por prejudicar o filme, tornando-o, a certo ponto, desinteressante.

Todos os cães são exilados numa ilha de lixo, devido a uma epidemia que se tem vindo a propagar entre os caninos. O que aconteceu aos melhores amigos do homem? Esta é uma questão presente em toda a longa-metragem. O Japão está literalmente em guerra com a espécie, valorizando os gatos como companheiros do homem. Anderson consegue criar, mais uma vez, um universo belíssimo e envolvente, sendo mais uma boa adição à sua filmografia.

O stop motion é muito bem executado, sendo elaborado até ao mais ínfimo detalhe, como o pelo dos cães ou a textura dos tecidos. Todo o design dos cenários e personagens são dignos de aplausos. Para acompanhar o excelente trabalho em animação e direcção de arte, o cineasta americano faz uma realização bastante boa, garantindo a continuidade do estilo visual que o caracteriza, com planos geométricos que elevam as histórias que conta.

Contudo, o filme encontra o seu ponto fraco na narrativa. Vários acontecimentos como plot-twists desnecessários e flashbaks frequentes, que pretendem narrar o enredo de forma diferente, acabam por estragar o progresso e o ritmo do filme. A partir de um certo ponto, a trama torna-se desinteressante, confusa e arrastada. Consequentemente, o argumento falha em explorar questões sociais e éticas, sobre a condição da vida animal, neste caso os cães (ou os melhores amigos do homem) em relação aos seres humanos, que inicialmente pareciam ser um dos objectivos do filme.

Isle of Dogs constitui mais um bom exemplo do trabalho de Wes Anderson, no que toca à realização, ao estilo visual e à animação em stop motion, que criam um universo fantástico e cativante. No entanto, um argumento com alguma falta de organização, consistência e controlo de ritmo, dá origem a um filme com um enredo arrastado e por vezes desinteressante, que se complica com plot-twists e flashbaks impertinetes. Ainda assim, todas as qualidades técnicas e visuais do filme conseguem, pelo menos em determinados momentos, elevar a história e o impacto do filme, ainda que não sejam suficientes para o melhorar na totalidade.

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