Crítica Cinema – ‘O Regresso de Mary Poppins’

Um filme realizado por Rob Marshall

‘O Regresso de Mary Poppins’ é, sem grandes dúvidas, o filme ideal para a família neste Natal. Com motivos de interesse para miúdos e graúdos, o filme não foge muito daquilo que poderíamos esperar desta sequela atrasada (54 anos depois!). Magia, música e animação são entregues numa história com final feliz e com boas prestações de Emily Blunt e Lin Manuel Miranda.

A história de Mary Poppins é fácil de explicar e conhecida por todos. Uma ama vinda do céu chega a casa da família Banks para mudar o ambiente pesado que se vive naquela casa, alegrando o dia-a-dia das crianças e dos adultos com magia, música e animação. Foi assim em 1964, é assim em 2018.

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Desta vez com Emily Blunt no papel da ama mais conhecida do cinema, a história do novo filme decorre durante a Grande Depressão que afectou e muito a vida dos habitantes de Londres. Os outrora miúdos Jane e Michael já estão crescidos, e enquanto Jane mantém-se positiva e alegre durante esta época difícil, Michael não, muito por culpa do falecimento da sua esposa e de ter de cuidar de 3 crianças sem a mãe.

Logo de início percebemos que Michael poderá perder a casa onde a família Banks sempre viveu, devido a uma hipoteca que fez. A única hipótese de a salvar é o papel das acções do pai Banks do banco. No entanto isso não aparenta ser uma missão fácil, principalmente tendo de cuidar das crianças.

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Chega assim Mary Poppins novamente do céu, se bem que Jane e Michael não acreditam que ela tenha mesmo vindo do Céu. Eles já são adultos, já não acreditam nessas histórias de encantar, mas contratam-na na mesma.

Se se lembram do original, já devem ter percebido a história. E o filme não tem medo disso. Em nenhum momento sentimos cinismo nas cenas. A história não muda muito, mas também já se passaram 54 anos. ‘O Regresso de Mary Poppins’ quer ser alegre, quer ser nostálgico, quer que os adultos que o vejam regressem por duas horas à sua infância.

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Emily Blunt é quase perfeita no papel (apesar de não ser tão exigente), que não é de estranhar dada à qualidade e versatilidade da actriz. Lin-Manuel Miranda a representar Jack (um aprendiz de Bert no filme original), um acendedor de candeeiros, também aparece em bom nivel, principalmente nos momentos musicais.

Falando dos momentos musicais, nenhum se destaca por aí além e essa será uma das maiores desilusões do filme. Contando com um elenco forte (para além dos actores já mencionados, ainda temos nomes como Meryl Streep e Colin Firth), uma história simples e directa, seria nos momentos musicais e de animação que o filme poderia ser catapultado para o estado de “obrigatorio”. Se no campo de animação o filme está muito bem conseguido, na parte musical sentimos que os compositores não estiveram totalmente inspirados.

O Regresso de Mary Poppins’ é um filme que se adequa a todas as idades e acaba por divertir de forma inocente os miúdos e graúdos. Se estão à procura de ver um filme em família nesta época festiva no cinema, não precisam de procurar mais.

 

 

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O Regresso de Mary Poppins

  • Guilherme Teixeira

Sinopse:

Em “O Regresso de Mary Poppins”, da Disney, uma sequela musical nova e original, Mary Poppins regressa para ajudar a nova geração da família Banks a descobrir a alegria e encanto perdido, devido a uma perda pessoal.