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Crítica Cinema – “McQueen” (2018)

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McQueen é o novo filme de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui. Um documentário sobre a vida e a obra do estilista britânico Alexander McQueen, que marcou o mundo da moda nos anos 90 e na primeira década de 2000, com a sua curta e intensa carreira de estilista. O filme debruça um olhar muito íntimo e emocional ao percurso do artista, com base em várias fontes familiares e profissionais, oferecendo um depoimento muito tocante, mas por vezes superficial.

É por meio de entrevistas exclusivas, arquivos recuperados e imagens e música que recriam o estilo estético do designer, que o documentário se vai construindo. É um filme de memórias. Memórias mergulhadas em nostalgia, saudade, tristeza, felicidade, e outras emoções fortes. O olhar dos amigos e familiares é posto em paralelo com imagens de McQueen, e o espectador é colocado num ponto de vista em que sente o mesmo que os que lhe eram próximos sentiam, e ainda sentem. Tudo isto cria um retrato bastante emocionante, de uma vida intensa de trabalho, talento e tragédia.

Para além disto, o documentário analisa a arte do estilista, as suas criações e os seus desfiles. McQueen era muito pessoal e íntimo no que toca ao desenvolvimento de um conceito para uma nova colecção e para a criação do espectáculo de apresentação da mesma. A vida pessoal do artista e as suas emoções mais profundas eram a alma do seu trabalho, e por isso contavam a sua história. A nível visual, o filme vai buscar muita inspiração à estética que o estilista britânico propunha.

No entanto, há momentos em que a vida de Lee, como era conhecido entre a família, é narrada de forma muito superficial, e não tão profunda como em outras sequências. Principalmente na parte final do documentário, a narrativa perde um pouco a substância, referindo-se a certos aspectos da vida do artista, como o problema com as drogas, ou a especulação de que este pudesse ter SIDA, de forma rápida, apenas breves referências.

McQueen é um filme sobre uma vida curta e intensa. É um retrato muito emocional, que acima de tudo explora as emoções que o designer expressava através do seu trabalho, para o compreender melhor e para contar a sua história. Apesar de em alguns momentos se tornar mais superficial e não tão profundo, não deixa de ser um bom documentário sobre os sentimentos de um ser humano muito talentoso e trabalhador, que era atormentado pelo próprio meio profissional, pela depressão e pela morte.

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