“Na altura em que fui escrevendo estas canções, fui-me apercebendo dum subtexto comum que as atravessava, contribuindo para um todo que, no meu imaginário, se assemelhava a algo como “solidão urbana”. Estas são canções de cidade, de solidão partilhada por milhões de vizinhos que se acotovelam e encurralam numa gaiola comum.
Qualquer música melhora quando é ele a cantá-la. Estas canções são tanto dele como minhas. Ficaram para ele, são dele agora, sorte a delas, sorte a minha.”