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Antevisão: Na Madeira para dançar o ‘bailinho’ da estabilidade

“Estabilidade procura-se”. Poderia ser algo que se leria num letreiro à porta do balneário da equipa do Belenenses. Mas não é. A equipa orientada por Quim Machado ainda não conseguiu encontrar a coerência exibicional ou a tranquilidade das vitórias. A equipa do Restelo procura na Madeira voltar às vitórias e encarreirar finalmente por um trilho dos 3 pontos, que permitam ainda aspirar a outros voos. Pela frente, no domingo, às 16h, na Choupana, terá o Nacional da Madeira. A equipa de Jokanovic – um dos dois únicos treinadores conhecidos no sítio com mais nevoeiro do país – está aflita e tudo fará para escapar à penosa linha de água.


Com um orçamento acima da maioria das equipas da Liga NOS, o Nacional está mal e não se recomenda. Jogam um futebol sem ideias, a qualidade dos executantes não condiz com a forma apresentada e os treinadores esta temporada são algo limitados em termos futebolísticos. Jokanovic, um homem mais do que da casa, foi chamado para o lugar do, também mítico, Manuel Machado, para tentar reverter a tendência de derrotas. Nada feito. O Nacional ocupa o último lugar e não há maneira de engatar e passar para uma 2.ª volta totalmente diferente, como é apanágio dos madeirenses da Choupana. Hamzaoui, Willyan e Salvador Agra são jogadores perigosos no ataque e que podem resolver um jogo do nada. Tiago Rodrigues e Filipe Gonçalves, recentemente contratado, têm qualidade para pautar o meio-campo. Onde a equipa tem mais carências é no sector defensivo que, apesar de contar com nomes como Tobias Figueiredo ou Victor Garcia, não tem a consistência desejada e é muito imatura na altura de manter a vantagem alcançada. Será por aí que os forasteiros terão de apostar.

No Belenenses as coisas tardam em estabilizar. Depois de uma boa vitória no Bessa, um terrível jogo frente ao, então último classificado, Tondela. Uma equipa que não finaliza as oportunidades que tem e que é demasiado estática nas transições ofensivas, perdendo inúmeras chances por passar apenas para trás e para o lado, não se pode queixar de mais nada. Falta mais ligação entre sectores e, sobretudo, um meio-campo mais móvel e menos dependente do jogo exterior. Diogo Viana tem de ser titular, assim como Miguel Rosa. São jogadores que têm uma visão de jogo acima do normal, além de um remate e drible bastante bons. Camará, por muito que lute, não parece o homem certo para actuar sozinho na frente. Defensivamente, tirando algumas desatenções dos laterais, a equipa está coesa e forte. Para o jogo de domingo, a única dúvida é Juanto, que se encontra tocado. Maurides e Persson devem fazer a estreia na convocatória.

É imperativo ganhar. Para qualquer uma das equipas. Já não se pode falar em comboios, mas fala-se em estabilidade. A procura de um estilo de jogo fixo e de uma identidade vitoriosa são as principais preocupações do Belenenses. Na Madeira terá a oportunidade perfeita para mostrar  aos adeptos que quer encarreirar e dar um volte-face ao futebol amorfo e sem chama que tem demonstrado.