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André Geraldes: “A entrada do mister Julio ajudou-nos muito”

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A cumprir a 2ª época de cruz ao peito – a 1ª completa -, o lateral-direito emprestado pelo Sporting mostra-se muito satisfeito por ter regressado a uma casa onde já foi feliz e afirma que esta época foi aquela onde se exibiu a um melhor nível individual. Em declarações emitidas pelo facebook da SAD, André Geraldes não fala do seu futuro enquanto profissional, mas promete dar tudo até ao fim da época.

Percurso profissional:

Durante a formação jogaste em várias posições, mas foi a lateral-direito que mais te destacaste. Levou algum tempo até saberes que esse era, de facto, o teu lugar?
– É verdade. Comecei a jogar como extremo-direito no Maia e no ano que estive no FC Porto joguei a ponta de lança. Depois fui para médio esquerdo e só a partir dos juniores é que me fixei como lateral-direito.

No primeiro ano de sénior assinaste contrato profissional pelo Rio Ave, mas foste emprestado ao Chaves e ao Desportivo das Aves. Foi difícil essa transição?
– Sim, não foi fácil. Estava habituado a estar em casa dos meus pais e fui viver sozinho para Chaves, mas foi positivo para mim, porque joguei sempre com regularidade durante essas duas épocas.

Seguiu-se a primeira aventura no estrangeiro…
– Estive um ano na Turquia, no Istambul BB. Foi uma experiência totalmente diferente, sobretudo pela comida. Lá não podia beber um café e comer um pastel, porque não havia. Era tudo à base de chás. Os primeiros dois meses foram muito difíceis, mas depois tive de me acostumar. O facto de ir com a minha namorada também me ajudou muito.

Apesar de tudo, foi um ano importante na tua carreira?
– Foi pena termos descido de divisão, mas senti que fiquei preparado para tudo. Foi uma experiência engraçada, porque também passei grandes momentos.

Belenenses/Resumo da época:

“Na época 2013/2014 fizeste a tua estreia na Liga pelo Belenenses e na temporada passada assinaste pelo Sporting. Sentes que este foi o ano da tua afirmação?
– Posso dizer que sim. A primeira passagem pelo Belenenses correu-me muito bem, dado que conseguimos a manutenção. No Sporting não surgiu a oportunidade, fiz apenas quatro jogos na Taça da Liga e fui para a equipa B para não estar parado. Este ano foi aquele em que mais joguei, por isso considero que foi a época de afirmação na Liga.

As boas recordações dos primeiros tempos no Restelo foi o que te fez voltar?
– Sem dúvida. Receberam-me num momento menos bom da carreira e foi pelo que fiz aqui que cheguei onde cheguei. Também tinha outras alternativas, mas claro que os bons momentos do passado pesaram na escolha. Foi a minha primeira opção.

És o terceiro jogador da equipa com mais minutos, num total de 36 jogos (35 como titular). É sinal de que realmente o Belenenses foi a aposta certa?
– É sinal que as coisas estão a correr bem e que as pessoas gostam do meu trabalho. Tento sempre dar o meu melhor e ainda bem que estou a jogar com regularidade. Esta época já bati o recorde pessoal de jogos realizados, por isso estou muito satisfeito.

A nível coletivo, a temporada tem sido de altos e baixos, sendo que a meio do campeonato o Belenenses chegou a estar a três pontos dos lugares de descida. A dois jogos do fim, pode dizer-se que o balanço é positivo?
– Começámos muito bem com o apuramento para a fase de grupos da Liga Europa. Depois houve um período em que não estivemos tão bem, onde também tivemos alguma falta de sorte em determinados jogos. A entrada do ‘mister’ Julio ajudou-nos, algo que se comprovou pelos resultados. Foi bom para todos. Jogamos um futebol mais atrativo e somos uma equipa que as pessoas gostam de ver jogar.

E a nível pessoal?
– Acho que correu muito bem. Além de estar a jogar bastante, estreei-me na Liga Europa, que foi espetacular para mim e para os meus colegas. Sinto-me melhor jogador, porque ganhei mais experiência e percebo melhor os momentos do jogo. Evoluí bastante ao longo deste ano, por isso considero que estou no meu melhor momento e que foi uma época muito positiva.

Ainda falta um golo na Liga…
– Já andei lá perto! Não é um objetivo, mas qualquer jogador gosta de marcar. Há-de aparecer…

Depois de duas derrotas consecutivas, o que podemos esperar da equipa no encontro frente ao Nacional?
– Não estamos satisfeitos com os últimos dois jogos, por isso vamos lutar até ao fim. Vamos entrar com tudo para vencer!

Alguma mensagem que queiras deixar aos adeptos?
– Podem estar tranquilos que vamos dar tudo para acabar a época com duas vitórias. Temos de dignificar a camisola e o símbolo que levamos ao peito. Queremos ganhar os dois jogos que faltam para acabarmos o ano com uma imagem positiva”

Curiosidades:

Melhor momento da carreira? Estreia na Primeira Liga.
Pior momento? A descida de divisão na Turquia.
Jogadores de eleição? Philip Lahm (Bayern Munique) e Daniel Alves (Barcelona).
Jogador mais difícil de defrontar? Nico Gaitán (Benfica).
Número 19? Gostava do 20, mas no primeiro ano no Belenenses fui o 18. Quando voltei, ambos não estavam disponíveis. O 19 não é por nada em especial, era o número a seguir…
Alcunha? Geraldes.
Superstições / Rituais? Benzo-me três vezes antes de entrar no relvado.
Melhor amigo no futebol? Filipe Ferreira.
Se não fosses futebolista? Professor de Educação Física.
Sonho? Representar a Seleção A.

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