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Análise Gaming – ‘Harry Potter: Hogwarts Mystery’

, Análise Gaming – ‘Harry Potter: Hogwarts Mystery’

O novo jogo mobile Harry Potter: Hogwarts Mystery, lançado recentemente, gerou um hype fenomenal entre os “Potterheads”. Contudo, as expectativas ficaram muito aquém do que muitos fãs estavam à espera, devido aquela que acabou por ser uma experiência de jogo lenta, homogénea independentemente das escolhas e frustrante pelo tempo de espera nas missões e tarefas.


“História essa que é igual para todos!”

Admitam: vocês que estavam à espera de receber a Carta de Hogwarts. Na altura em que surgiram os filmes esperavam por esta experiência, não era? Um jogo que vos permitisse reviver aquela infância mágica em que sonhavam ir para aquela escola mágica e talvez estar lado a lado com o Rapaz que Sobreviveu. Acertei?

Claro que quando este jogo foi anunciado o hype não se fez esperar: finalmente um jogo que não só nos iria permitir viver a infância que não tivemos, mas também que iria sair para mobile! Era o jogo que nos permitiria andar com Hogwarts um pouco para todo o lado, por assim dizer.

Preparem-se para ter saudades de pérolas como esta!

Coincidentemente lancei há pouco tempo no Pérolas do Retrogaming uma review ao “Harry Potter e a Pedra Filosofal” para a PlayStation 1 e tenciono abordar outros jogos do feiticeiro mais famoso entre os millenials. Mas se acharam que fui um pouco mázinha com esse jogo (nomeadamente por causa daqueles gráficos datados!), acreditem que tenho ainda mais a dizer deste jogo de 2018!

Portanto lá comecei o jogo, criei uma persona baseada na minha carinha laroca de 11 anos de idade e então lá estava eu na Diagon Alley a retomar contacto com a minha criança interior. Spoiler: só que em vez do cliché de Gryffindor, fui para Slytherin! Parece que a minha personalidade é mais astuta que corajosa segundo o Pottermore.

E admitam: o verde fica-me bem!

O jogo começa com a promessa de uma história relativamente interessante: tu és uma personagem que entrou em Hogwarts e que rapidamente se vê envolvida num mistério que envolve um irmão desaparecido e uns misteriosos cofres amaldiçoados. Ao longo dos sete anos seguintes (dos quais apenas ainda estão disponíveis três) o jogador conhece várias personagens pertencentes ao universo de Harry Potter, faz escolhas que determinam a personalidade e participa em diversas aulas e atividades extracurriculares.

Sem dúvida que esta se trata de uma experiência que permite explorar um pouco melhor este universo, bem como conhecer personagens novas e algumas outras com as quais os Potterheads estão bem familiarizados (professores como Severus Snape, Flitwick, Minerva McGonagall ou alunos como Bill Weasley ou Nymphadora Thonks). Algumas destas personagens são interessantes, outras como Merula Snyde acabam por ser muito genéricas (neste caso temos uma “bully” muito típica).

Mesmo o melhor amigo ou amiga acaba por ser muito típico! Não que seja uma personagem irritante, atenção!

Claro, fatores como a história e a afeição que se poderá ganhar com os personagens poderão ser elementos consideráveis nesta experiência. Infelizmente há vários aspetos que impedem esta experiência de ser algo mais memorável e começo por falar do fator que mais irritou quem jogou (ou ainda joga) este jogo: a maldita energia de que precisas para completar os desafios!

Este aspeto do jogo chega a ser frustrante e de certa forma manipulativo a nível psicológico. A meio de uma aula, ou missão, caso esgotes as energias ficas sem poder fazer nada a não ser que escolhas uma de duas opções: ou esperas que a energia recarregue, ou pagas em jóias para poderes continuar o desafio.

Siga pra mais duas horas de espera. Yay!

Isto não é um problema que surge apenas nalguns desafios mais longos, oh não: se tiveres desafios de 3h ou mais isto é um problema recorrente. Isto interrompe o ritmo do jogo, tira o jogador do momento para apanhar alta seca e, indiretamente, poderá levar alguns a pagar (sim em dinheiro!) por mais uns minutos de jogo.

E o jogo bem tenta que paguem por mais algumas jóias para pagarem por mais energia… Mas pelas outras críticas que têm caído em cima deste jogo pela Internet já vimos que muitos Potterheads não alinham nessa!

Os criadores deste jogo não pararam para pensar que as pessoas têm vida fora dos seus telemóveis?

Infelizmente tenho a dizer que caso tenham uma rotina ocupada (o que é o meu caso!), preparem-se para ter de recomeçar ou fracassar uma missão várias vezes. O jogo não perdoa neste aspeto! Ficaste sem energia e tiveste que trabalhar ou ir treinar ao ginásio e não pudeste completar uma missão de 3h? Temos pena!

Outro aspeto que pode desapontar alguns: a história é basicamente a mesma para todos independentemente das tuas escolhas ou da casa de Hogwarts que sejas. Pensavam que a Merula vos ia ter mais respeito se fossem de Slytherin? Nope!

Adoro o facto de eu gastar energia a picar a minha rival!

Escolhas o que escolheres a única coisa em que vai ter influência é em quanta Coragem, Empatia ou Inteligência ganhas a mais. Mesmo a escolha para a casa pouco muda aquilo por que a personagem passa… Aliás: porque é que este jogo não poderia ter feito um teste de personalidade ao jogador na hora da escolha da casa, em vez de simplesmente deixá-lo escolher para onde quer ir?! Há milhares de testes online (Pottermore e não só) e no caso de um role playing game não fazem isso?!

Neste momento estou no meu segundo ano de Hogwarts, mas até tenho uma certa curiosidade em ver o que poderei fazer quando for possível passar para os anos 4 e adiante. Mas irão os criadores deste jogo tirar notas com as fortes críticas negativas que este jogo sofreu? Ou vão continuar a pensar que há quem pague por jogar este jogo por isso não será necessário repensar várias partes?

Harry Potter: Hogwarts Mystery poderá parecer ter potencial para envolver os jogadores no universo do famoso feiticeiro. Mas apesar da história ser interessante o jogo peca por ser uma experiência de jogabilidade lenta, homogénea independentemente das escolhas e bastante frustrante pelo tempo de espera nas missões e tarefas.

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