Análise Gaming – ‘Dakar18’

A mais longa e mais dura prova de rali em Todo-terreno do mundo

Para quem conhece o Rally Dakar sabe que esta é uma das provas mais difíceis de rally de sempre e uma prova muito diferente de um Rally como o de Monte Carlo, por exemplo.

Além de ser uma prova bastante dura, é também um trabalho de equipa que vai desde os técnicos, mecânicos e os pilotos. Esta prova passa por todo o tipo de terrenos, desde desertos, pântanos, enormes dunas, ou seja, era óbvio que o trabalho da Big Moon Entertainment não era fácil, empresa esta sediada em Portugal e que teve coragem de pegar nesta prova, que poucas empresas tiveram a coragem de pegar.

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A Big Moon Entertainment tentou transmitir toda a emoção do Dakar e tentou manter as provas o mais real possíveis. Isto não é um Gran Turismo, isto tem etapas bastante grandes que te vão dar uma sensação de sobrevivência espetacular. Não é aquele jogo que vais fazer uma prova só para matar aqui aqueles 10 minutos que tens antes de ir jantar; aqui tens de ter tempo para o jogo, às vezes até acabas a prova cansado… agora imagina que estavas mesmo no meio do deserto com aquela temperatura toda!!

Obviamente que não podes esperar de Dakar 18 o mesmo que ias esperar de um Grand Turismo. Aqui o forte não é a velocidade, aqui é conduzir em cima de pedras gigantes, em areia que vai acabando por desgastar o teu carro. Tens inclusive de o arranjar a meio de uma prova, de modo a conseguires concluir a etapa! Os pneus gastam-se, as peças do carro avariam… tudo o que é natural acontecer nestas provas, acontece, tal como na vida real.

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Os gráficos do jogo não são topo de linha, nota-se algumas falhas, mas nada de te fazer deixar de jogar o jogo. Digamos que tem apenas por onde evoluir. Outro dos problemas do jogo é a jogabilidade que, por vezes, também derivado dos vários terrenos, acaba por se confundir, fazendo com que o carro por vezes deslize inexplicavelmente ou  ir a direito numa curva, mesmo quando reduziste para uma velocidade que não justifica este comportamento.

Tudo é seguido pelo Navegador do carro, logo tens de aprender mesmo a seguir-te por ele, mesmo que o trajecto não pareça realmente ser o mais seguro. A ideia é o condutor ir-se habituando às orientações faladas do co-piloto. Inicialmente, se jogares como rookie, tens sempre um ponto no topo do ecrã com o trajecto que tens a fazer. Depois vais-te habituando cada vez mais ao navegador e, passado algum tempo, já só te segues pela Voz. Este ponto, a meu ver, está incrivelmente bem feito e é um dos pontos mais fortes do jogo.

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Temos vários tipos de provas que podem ir desde os 300 até aos 900 km ou mais. As provas são duras e vais passando por vários tipos de ambiente, dando-te a sensação de um jogo open world já que os mapas são simplesmente gigantes.

Temos várias equipas para escolher no jogo, e vários tipos de veículos: motos , camiões e os carros de rally convencionais, sendo que cada veículo escolhido tem as suas equipas, e cabe ao jogador decidir o que escolher.

Este jogo foi criado mesmo para a malta hardcore do Dakar, não foi feito a pensar em ser mais um jogo de rally… foi feito para quem queria sentir toda a emoção de uma prova deste tamanho, e talvez por isso não tenha recebido o amor que merecia. É, no entanto, de louvar uma empresa pegar nesta prova e tentar representar o Dakar num jogo.

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Quando começamos a dominar o carro tudo se torna mais engraçado. Demora-se um pouco a  conseguir dominar tudo em Dakar, este jogo tem margem para evoluir e acho que se fizerem um Dakar 19, já vão notar uma evolução brutal, tal como sentiram na versão do F1 deste ano.