Análise: Divide, o novo álbum de Ed Sheeran

( ÷ ), Ed Sheeran

( ÷ ) Divide o mais recente álbum de Ed Sheeran tem batido vários recordes nas várias plataformas de streaming desde que foi lançado a 3 de Março deste ano e para além de ter vendido mais de 1 milhão de cópias em apenas duas semanas, ainda conseguiu colocar os 16 temas que o compõem (versão deluxe) nos primeiros 20 lugares da tabela inglesa. No Reino Unido, já é tripla platina e é o terceiro álbum mais vendido no Reino Unido, com 672,000 cópias logo na primeira semana. O primeiro lugar pertence a Adele com o álbum 25 (800,000 cópias) e o segundo lugar é dos Oasis com o álbum Be Here Now (696,000 cópias).

Análise: Divide, o novo álbum de Ed Sheeran

Este álbum surge depois de um ano de pausa e teve como inspiração as experiências pessoais do cantor. É um álbum que nos mostra a sua grande versatilidade, desde o pop ao folk e passando pelo rap. O álbum, composto por 16 músicas, abre com Eraser que nos dá logo uma abertura animada e demonstra que afinal Ed é capaz de cantar rap, ao contrário do que nos dizia em “Take It Back” (no seu álbum X). Segue-se Castle on the Hill, que é nada mais nada menos que uma música em homenagem da sua terra natal, Sunffolk, Framlingham. Temos de seguida, Dive, que nos fala de encontrar o amor pela primeira vez.

A Shape of You, que não precisa de apresentações, foi a primeira música a ser partilhada pelo cantror, é frenética e sem duvida um hit pop que todos adoramos desde o primeiro momento. Perfect, vem tentar tirar o lugar de Thinking Out Loud (também do álbum X), já que é mais uma música para derreter corações. Galway Girl, é divertida e por uns momentos faz nos viajar até um pub irlandês e sentir o ambiente que se vive por lá. Happier, volta a trazer-nos à realidade, com uma triste música sobre desgostos amorosos. New Man, por sua vez fala-nos do namorado da ex e volta a trazer um ritmo animado ao álbum.

Hearts Don’t Break Around Here é uma música de reconciliação e sendo honesta, poucos as fazem tão bem como Ed. A What Do I Know é a música que a editora pediu a Ed para alterar por ser um pouco controversa, mas ele preferiu manter a ideia. How Would You Feel é a música favorita da namorada de Ed e é dedicada a ela. Supermarket Flowers, por sua vez é um tributo à sua falecida avó.

Barcelona, explosiva e super contagiante, é para mim uma das melhores músicas do álbum. Bibia Be Ye Ye traz nos alguns ritmos africanos e alguma alegria. Nancy Mulligan mantém a boa disposição e volta a trazer ritmos irlandeses ao álbum, que fecha com Save Myself que nos fala mais um pouco da sua experiência pessoal.

Análise: Divide, o novo álbum de Ed Sheeran

É um álbum sem ritmo definido e é, sem qualquer duvida, uma montanha russa de emoções, que promete ser um dos melhores álbuns do ano de 2017. Só é pena a digressão não passar por terras lusas, mas passa por Madrid e Barcelona no próximo mês de Abril.