X e Y de quatro pernas flutuantes vêem, a partir da torre mais alta da sua morada, uma luz brilhante que os chama constantemente. Não fazem ideia que luz é esta, nem que lugar é este – não aparece nos mapas, nem nunca foi cartografado. Decidem partir juntos numa viagem. O medo não os assombra, pois sabem que estão prestes a descobrir algo inédito: uma floresta cintilante, a capacidade de se redescobrirem um ao outro e o fruto de qualquer coisa que nasce deles. Confundem-se os sons, os ciclos, as cores, a natureza, com um código genético: X e Y. Nasce, assim, qualquer coisa inesperada que pertence ao mundo. Nasce luz que cresce a partir da terra, terra esta que se torna mãe protetora de todos os seres do alfabeto inteiro. X e Y deram-lhe o nome de Xamamã. A natureza irrompe. Irrompe mesmo que o solo não seja fértil. E um lugar vazio pode, afinal, estar repleto de magia.
Promotor
LAMA Teatro
Ficha Artística
Criação e encenação: Raquel Oliveira Interpretação: Bernardo Souto e Nídia Roque Cenografia e figurinos: Romana Preto Sonoplastia: Jorge Cunha Machado Desenho de luz: Sérgio Gaspar Produção: Companhia de Actores