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Tool na Altice Arena – A parábola que nos revela a verdade importante

Os Tool fizeram às vontades de todos os fãs portugueses que conseguiram marcar presença na Altice Arena, 13 anos após a sua última actuação no nosso país. Ninguém saiu insatisfeito naquela noite de terça-feira, nem o público nem a banda. Saiba como correu o concerto.

Parábola = Narração alegórica que envolve algum preceito de moral, alguma verdade importante.
Parabola = Uma das músicas mais interessantes da discografia dos Tool

Se o título atribuído à música pelos Tool lhe atribui o valor de uma narração alegórica não podemos confirmar. Deixamos isso para os próprios e para os estudiosos das letras da banda americana. Aliás os Tool deverão ser das bandas mais estudadas por essa internet fora, algo que os próprios elementos devem gostar tal a sua tendência para embarcar em produções enigmáticas e cheias de curiosidades como compor músicas com tempos que respeitam a Sequência de Fibonacci.

Os Tool são uma banda que tentou nos últimos anos ser o menos acessível possível, excluindo-se por completo dos serviços de streaming musicais, dando pouquíssimos concertos, e quando os davam eram principalmente no seu país de origem, EUA. Para além de que não editam material novo desde 2006 (data que marcava a última vinda da banda ao nosso país).

Por isso esta vinda, antes da edição de um novo álbum a 30 de Agosto deste ano, deixou muitos milhares entusiasmados. O entusiasmo era tão grande que o concerto não demorou a esgotar, algo que poderia ser questionado devido à falta de promoção que a banda parece até querer. Os Tool têm o estatuto que têmfazendo quase tudo o que não é recomendado. Mas talvez seja por essa atitude contrária que nenhum fã lhes vira as costas. Isso ou pela música brilhante que fazem. Como em tudo na vida, será a soma das partes.

E falando de música propriamente dita, aquilo que ouvimos na Altice Arena na terça-feira foi apenas fenomenal. Num espaço muitas vezes criticado pela sua acústica, os Tool não deixaram por mãos alheias a denominação de perfeccionistas que muitas vezes lhes é apontada. Todo o som que saí dos instrumentos da banda era perceptível, sendo assim possível avaliar de forma adequada a prestações dos 4 elementos que compõem os Tool: baterista Danny Carey, o guitarrista Adam Jones, o vocalista Maynard James Keenan e o baixista Justin Chancellor.

Com os 4 espalhados pelo palco, nenhum com particular destaque (isto é notado principalmente pela posição de Maynard em palco, que se encontrava no fundo do palco, ao lado do baterista), cada um com a sua tarefa, cada um a executá-la excepcionalmente bem. Começando com “Ænema” foi difícil ver alguém no público a não respeitar as directrizes da banda: antes do concerto haviam papéis espalhados pela bancada e avisos sonoros de que não seria possível filmar ou tirar fotografias do concerto. Houve quem arriscasse ser expulso do Altice Arena, mas a grande maioria queria ouvir e ver todo o espectáculo visualmente arrebatador dos Tool.

Na sequência “Parabol + Parabola” o pavilhão quase ia abaixo com o tremendo headbanging que se fazia sentir, inclusivemente nos lugares sentados. E assim foi a história desta noite. Uma banda, de poucas palavras, a dar tudo em palco, acompanhados por um espectáculo visual tremendo, e um público completamente ávido de ver e ouvir Tool. Todos os momentos do concerto foram altos, até mesmo as músicas novas que estarão presentes nesse futuro álbum. Foram 3 num alinhamento 13 músicas no seu total: “Descending”, “Intolerance” e “CCTrip”. Se as duas primeiras impressionaram bastante (principalmente a segunda), a última passou um pouco ao lado. Esperamos pela versão do álbum para tirar as nossas dúvidas.

A noite terminou com um dos maiores êxitos da banda: “Stinkfist”. E foi este momento que Maynard deu autorização aos seus fiéis seguidores para poderem tirar os seus smartphones e filmarem e mostrarem aos amigos que não estavam presentes aquilo que perderam. Foi muito. A verdade final revelada é que os Tool continuam a ser extremamente competentes ao vivo e em estúdio (deduzido pelas amostras do novo álbum que tivemos) e se tudo correr bem, devemos ver novamente Maynard e companhia por cá antes de 2032.

SETLIST TOOL

Ænema
The Pot
Parabol
Parabola
Descending
Schism
Invincible
Intolerance
Jambi
Forty Six & 2

Intermission

CCTrip
Vicarious
(-) Ions
Stinkfist

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