A partir do universo inquieto de Saramago, nomeadamente do seu O homem duplicado, e de Samuel Beckett, Carlos Marques – músico, ator e narrador – e João Mota – músico e performer- encontram-se em residência artística para refletirem sobre o eu, o outro e o amor em tempos de um capitalismo que constantemente apela à individualidade. Os dois descobrem que aparentemente há mais pontos em comum entre eles, como se duplicassem nas visões de vida, mas que o comum dá muito trabalho. Talvez sejam a mesma pessoa ou o seu negativo. A história pode ser esta: dois operários da música partilham um quarto. Será que juntos formam uma banda ou será que se tornarão competitivos? Este espetáculo fala sobre escolhas e verticalidade através da música e da palavra.