Na sexta-feira à noite, no Coliseu dos Recreios, os Sum 41 deram uma lição aos detractores do punk e seus sub-géneros musicais descendentes ao oferecerem ao público presente (bastante, diga-se de passagem) um concerto competente que passou por todas as fases da carreira da banda canadiana, desde o “All Killer, No Filler” até ao último álbum “13 Voices”, lançado em Outubro do ano passado.
A primeira parte do espectáculo ficou a cargo dos Pærish , banda indie-rock de Paris. Uma actuação bastante interessante, conseguindo cativar o público ansioso por Sum 41, não só pela qualidade dos músicos como também pela interacção constante com o público português, tendo havido a menção ao fantástico (fatídico para eles) golo de Éder a 10 de Julho de 2016 no Stade de France. A banda francesa pode voltar a casa com sensação de dever cumprido, e quem sabe, se não iremos ouvir mais desta banda por cá.
Antes da entrada a palco dos Sum 41, os fãs mantiveram-se animados com uma playlist de bandas muito queridas pelos portugueses como Green Day, Queens of The Stone Age, System of a Down, Ramones ou My Chemical Romance.
Os Sum 41 são uma das bandas porta-estandartes do Pop-Punk (tal como os já mencionados Green Day e também Blink-182) que explodiu comercialmente no fim do século passado e início do século XXI. Quem tivesse ido ontem ao Coliseu pensando que 16 anos depois de “In Too Deep” a popularidade da banda canadiana tivesse decrescido, saiu da sala com uma ideia totalmente oposta. A banda liderada por Deryck Whibley teve uma plateia praticamente composta aos seus pés de início ao fim, com fãs que (provavelmente) não eram nascidos no ano da fundação da banda (1996) e fãs mais velhos que os elementos da banda.
Começando com as novas “Murder of Crows” e “Fake My Own Death”, deram o mote ao mosh e crowdsurfing constante até final do concerto. Muito trabalho tiveram os Stewards nesta noite. Assistiu-se a uma comunhão entre público e banda que não é fácil de alcançar. E isso será talvez uma das maiores forças do punk, a facilidade de composição musical contrasta com essa tarefa complicada, mas que é alcançada.
E no final de contas, o que importa é a diversão e a noite bem passada, e isso nunca poderá ser menosprezado.
A Murder of Crows Fake My Own Death The Hell Song Over My Head (Better Off Dead) Goddamn I’m Dead Again Underclass Hero Screaming Bloody Murder There Will Be Blood War Motivation Grab the Devil by the Horns and Fuck Him Up the Ass (com intro de Crazy Train) We’re All to Blame Walking Disaster Makes No Difference With Me (Deryck in the middle of the crowd) God Save Us All (Death to POP) No Reason We Will Rock You (Queen cover) Still Waiting In Too Deep
Encore: Reason to Believe Pieces Welcome to Hell Fat Lip
Encore 2: Pain for Pleasure
Setlist do concerto dos Pærish:
I Got Punched in the Face… Adriatic Marcel and the Prince ShaqFu Undone Party’s Over, Biff Winona Ryder Then People Forget