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“Shadow of the Colossus” (PS4) – Análise

A chegada de um dos melhores jogos dos últimos quinze anos à Playstation 4 é um evento significativo no mundo do videojogos. “Shadow of the Colossus” para a PS4 é um jogo obrigatório.

Fevereiro de 2006. “Shadow of the Colossus” chega à Europa, sensivelmente, quatro meses depois do seu lançamento na América do Norte. Nesse período de espera que o jogo chegasse ao velho continente, foram vários os relatos que apontavam que a nova obra de Fumito Ueda era de facto uma obra-prima. Depois de “ICO”, a equipa Team ICO estava mais que habilitada para produzir um jogo épico que seguisse os passos do antecessor.

“Shadow of the Colossus” dá-nos uma história simples para seguir, controlamos Wander, um rapaz cujo único objectivo é ressuscitar Mono. De início vemos Wander, montado no seu cavalo Agro, leva a rapariga a uma terra proibida com o intuito de trazê-la à vida. Para tal, ficamos a saber que Wander terá de derrotar 16 colossos. Inicialmente não temos muito mais informação sobre a relação dos dois ou sobre o poder que existe naquela terra proibida. No entanto, partimos para derrotar o primeiro colosso que nos aparece e é a partir daí que o jogo começa.

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Mesmo em 2006, em que os jogos Open-Worlds não eram assim tão comuns, o ambiente minimalista que “Shadow of the Colossus” nos apresentava, em que não tínhamos NPC’s para trocar umas palavras, inimigos secundários para derrotar nem missões extra, começa por nos conquistar pela sua diferença em relação ao paradigma da altura. Um jogo que segue a regra de ouro da escrita “Show, don’t tell”, são poucos os momentos em que não estamos a interagir com Wander, e isso faz a diferença, acabando por nos sentirmos mais imersos na história contada e no sacrifício de Wander pela vida de Mono.

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Poucos momentos no mundo dos videojogos são mais recompensadores do que quando derrotamos cada um dos colossos neste jogo. Sempre que encontramos um destes monstros gigantes, sabemos que nos espera uma batalha épica acompanhada por uma banda-sonora entusiasmante e curada, consoante a intensidade do momento, o que faz com que cada conquista seja recompensadora. Os intervalos até cada batalha são de acalmia e fornecem o contraste ideal aos encontros com os colossos.

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“Shadow of The Colossus”, considerado por muitos como a maior obra de arte dos videojogos, chegou inclusive até ao cinema no filme “Reign Over Me” (Em Nome da Amizade), que conta com Adam Sandler (uma das suas melhores prestações) e Don Cheadle nos papéis principais, em que o jogo é utilizado de forma inteligente numa comparação com a história trágica da personagem de Sandler e como “agente” de recuperação psicológica da personagem.

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Falando especificamente deste remake e as diferenças em relação ao original e ao remaster HD para a Playstation 3 são sobretudo gráficas e ao nível dos controlos. Foram melhorados e adaptados à actualidade, havendo a possibilidade de escolhermos entre esquemas de controlo actuais ou originais. Em relação ao grafismo, a actualização é por mais que evidente, e a atenção ao detalhe é esmagadora por parte da Bluepoint Games. Diria até que o jogo se torna mais fácil, pelo excelente design dos colossos, tornando-se mais visível o caminho para chegar aos pontos fracos de cada colosso.

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Uma das novidades deste remake é a inclusão do Modo Fotografia que nos permite guardar os belos momentos que o jogo oferece. O modo tem várias possibilidades de customização de imagem, lembrando os muito apregoados filtros da actualidade que qualquer aplicação fotográfica tem, mas neste caso dentro do jogo em si.

Shadow of The Colossus não precisa de apresentações. Aliás acho que o texto que escrevi até aqui é desnecessário. Se nunca jogaram o jogo, arranjem forma de jogar este remake e rapidamente perceberão o que tentei explanar nas linhas anteriores. Diz-se que é impossível melhorar a perfeição. A Bluepoint Games poderá ter quebrado essa premissa.

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Shadow of the Colossus

  • Guilherme Teixeira 10

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