O mito de Orfeu serve-nos como ponto de partida para uma obra que interroga, de forma prosaica, o nosso tempo. É uma peça sobre o encontro e o tempo de vida que temos e o que fazemos com ele. Um poeta hoje como ontem quer fazer dançar as pedras, as árvores, os corpos. E interroga-se sobre as suas palavras e os seus gestos. Cria passagens entre o mito e a vida comum, despoetizada, sem mistério em que vivemos. O teatro serve para ir ao encontro dos limites dos abraços, do aperto da garganta, da voz que soa na noite da nossa intimidade. Nesta proposta, a Companhia João Garcia Miguel, prosseguindo a busca de integração de novos teatros dentro dos seus modos de pensar e fazer teatro, parte para uma nova experiência de cruzamentos artísticos numa cocriação com a BAAL17 de Serpa. O mundo real não é só a capital como nos diz Rui Ramos, o diretor artístico da BAAL17. Excerto das notas do Encenador Texto: Francisco Luís Parreira Direção e Espaço Cénico: João Garcia Miguel Interpretação: André Marques, Frederico Barata, Filipe Seixas, Sara Ribeiro, Rolando Galhardas Figurinos: Rute Osório de Castro Assistência de Encenação: Gustavo Antunes Direção Técnica: Roger Madureira Comunicação: Mockingbird Produção Executiva CJGM: Daniela Ambrósio Produção Executiva BAAL 17: Sandra Serra + André Batista Fotografia: Fabrice Ziegler
Companhia João Garcia Miguel tem o apoio financeira da DGARTES, Governo de Portugal
Coprodução: BAAL 17 e JGM Teatro Aveirense Teatro-Cine de Torres Vedras Teatro Ibérico