Brecht escreveu Schweik na Segunda Guerra Mundial em 1943, quando estava exilado nos Estados Unidos. O dramaturgo não inventou de raiz o seu protagonista: inspirou-se na obra-prima satírica do romancista checo Jaroslav Hasek, O bom soldado Schweik, cujo herói se tornou num símbolo do absurdo da guerra. No romance de Hasek, publicado entre 1921 e 1923, Schweik caracteriza-se tanto pela sua ingenuidade, no sentido que Voltaire lhe deu, como pelo seu optimismo, humor e zombaria. Brecht interessou-se desde cedo por esta figura altamente subversiva. Em 1927, Max Brod e Hans Reimann adaptaram o romance e apresentaram-no como peça de teatro em Janeiro de 1928, em Berlim. Nos anos 1932-37, Brecht e Piscator conceberam vários projectos cinematográficos para Schweik, os quais nunca foram concretizados, acabando o autor de Mãe Coragem por escrever a peça sozinho, sendo representada pela primeira vez em Janeiro de 1957, em Varsóvia, em língua polaca.
Ficha Artística
COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA
Texto de Bertolt Brecht
Encenação de Nuno Carinhas
Direcção musical de Jeff Cohen
Música Hanns Eisler Tradução António Sousa Ribeiro Cenografia e figurinos Nuno Carinhas Luz Guilherme Frazão Voz e elocução Luís Madureira Interpretação Anabela Ribeiro, André Pardal, Carolina Dominguez, Cláudio da Silva, David Pereira Bastos, Diogo Bach, Duarte Grilo, Isac Graça, Ivo Alexandre, Ivo Marçal, Luís Madureira, Teresa Gafeira
Informações Adicionais
Descontos para menores 25 e maiores de 65 disponiveis na bilheteira do TMJB