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Samuel Úria: “Esta é a altura de começar a pensar em novas canções”

Samuel Úria: “Esta é a altura de começar a pensar em novas canções”

Um dos nomes mais esperados da edição deste ano do festival Bons Sons era o de Samuel Úria, e com toda a razão de ser. O músico que lançou ‘Carga de Ombro’ em 2016, já tinha actuado em Cem Soldos em 2014 para o gáudio do público presente. Aproveitamos para conversar um pouco com Samuel Úria sobre o festival, os seus planos para o futuro, a participação no Festival da Canção e muito mais!

CA (CA Notícias) – Sentes-te em casa em Cem Soldos?

Úria – Sim sinto, eu vim parar aqui a Cem Soldos pela primeira vez quando vim actuar com a Celina da Piedade em 2012, quando o festival ainda era bienal. Acabei por ficar, e era algo que não fazia há muito tempo. Estar num festival sem ser em trabalho. E apaixonei-me pelo festival, pela organização, pelas pessoas de Cem Soldos. Fiquei muito agradado com tudo. Na edição seguinte quase que fiz pressão para que me quisessem aqui, e ao que parece houve uma confluência de vontades, que me levou a actuar sozinho no Palco Giacometti. Eu sinto-me em casa em muitos festivais, mas há coisas que são grandes demais para que eu me sinta verdadeiramente em casa, mas neste não. Andamos pelas ruas, cruzamos olhares com caras que já são conhecidas daqui, e de facto este é o festival em que me sinto mesmo em casa.

CA – Carga de Ombro saiu já há um ano. Quais os planos para o futuro?

Úria –
Normalmente, por uma questão de disciplina, tento escrever discos. Porque para mim não faz sentido escrever canções isoladas, gosto de ter uma ideia de sequência e de conceito para ficar contente com a identidade de um disco. Normalmente programo fazer discos de 2 em 2 anos, mas acabo sempre por me atrasar, às vezes por coisas que escapam à minha vontade, e por isso tenho editado de 3 em 3. Mas já passou cerca de ano e meio desde o lançamento de ‘Carga de Ombro’, esta é a altura de começar a pensar em novas canções. Mas deu-se uma coisa curiosa, este ano tenho tocado mais do que no ano passado, que era o ano de promoção do disco. Portanto ainda há interesse no ‘Carga de Ombro’, e isso retira-me alguma pressão para pensar em coisas novas. Mas este ano será a altura para começar a pensar nisso, e se tudo correr bem editá-lo em 2018.

CA – Sentes que há algumas músicas do ‘Carga de Ombro’ que têm ganho outra importância durante este ano e meio de promoção do álbum?

Úria –
Eu quando escrevo os meus discos, nunca faço singles absolutos. Quando chega a altura de lançar o disco e de pensar quais são os bons singles de avanço do disco, nunca há um consenso. E para este último álbum, pensámos num “anti-single” como o ‘Dou-me Corda’, porque é uma música difícil, longa, quase agreste. E quase todas as canções que se iam tornando singles, eram escolhidas pela aclamação do público e iam passando na rádio. A ‘Carga de Ombro’ tornou-se single antes de fazermos planos para isso, o ‘É Preciso que Diminua’ foi um sucesso inesperado. Nós gostávamos da canção, mas não sabíamos se ia chegar às pessoas, por ser uma canção palavrosa e com uma gravação lo-fi de início. E o vídeo também ajudou nessa projecção.

CA – Com tantos anos de experiência neste meio, ainda há coisas que te surpreendem então.

Úria – Sim eu conservo-me de perceber quais as expectativas das pessoas. Profissionalmente, pelo lado comercial interessa ter essa noção, mas acho que de uma maneira natural o sustento chega quando estou contente e me estou a recriar naquilo que estou a fazer. E essa recriação acontece quando não fico preso às expectativas.

CA – Como avalias a tua experiência com as Golden Slumbers no Festival da Canção, e a vitória final do Salvador Sobral e da Luísa Sobral na Eurovisão?

Úria – Foi uma experiência engraçada, apesar de já conhecer muitos dos participantes, acabou por nos aproximar a todos. Para o Salvador e para a Luísa foi um sucesso tremendo e merecido. Para quem não ganhou foi quase como um reencontro de veteranos da tropa, um marco por uma coisa pela qual nos unimos todos. E isso foi o que mais me marcou. Fico muito contente por ter participado numa edição do festival que teve um sucesso tremendo e que voltou a meter as pessoas a falar sobre o festival.

CA – Que álbuns ou bandas tens ouvido ultimamente e que te possam influenciar no processo de criação?

Úria – Tenho prazer em ouvir bandas novas, mas normalmente quando escrevo não as procuro. De forma inconsciente, recorro a músicas que ficaram enraizadas na memória e isso acaba por-se manifestar na minha música. Tenho estado atento ao que se tem passado na música na actualidade, principalmente na música portuguesa.

CA – Que concerto gostarias de ter visto?

Úria – Em miúdo tive muita pena dos meus pais não me terem deixado ir ver os Nirvana em Cascais (no Dramático de Cascais). Era a minha banda preferida na altura. Hoje em dia não são a minha banda preferida, mas gostaria de ter visto esse concerto.

Samuel Úria sobe hoje ao palco do Festival do Crato. Saiba onde serão os próximos concertos de Samuel Úria:

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