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Red Fang no Lisboa ao Vivo – Noite regada a cerveja… e suor

Créditos: Solange Bonifácio/Facebook da Amazing Events

O que acontece quando se junta cerveja, uma sala cheia de pessoas ansiosas, e uma banda conhecida pelos seus riffs suculentos? Festa da grande. Saiba como correu o concerto dos Red Fang no Lisboa ao Vivo do passado Domingo.

Domingo é, tradicionalmente, um dia de descanso para muitos. Mas para as centenas de pessoas que decidiram passar a sua noite de Domingo no Lisboa ao Vivo isso não poderia estar mais longe da verdade.

Quem tinha adquirido bilhete para o concerto de Domingo provavelmente já tinha visto Red Fang ao vivo e portanto já sabia o que esperar. Eu pelo menos já o sabia. Red Fang ao vivo é a festa. Poderia estar a analisar ao detalhe o que foi bem tocado, onde é que erraram e por aí fora, mas isso não é a experiência normal de ver Red Fang ao vivo. A banda de Oregon, Portland é conhecida pelo seu Stoner Rock orelhudo e agressivo, em simultâneo. Sendo por isso uma banda ideal para a prática do mosh. E o público português assim correspondeu.

Com “Blood Like Cream” a abrir as hostilidades, a pista de dança rapidamente se tornou numa sauna a campo aberto, tal era o calor que se fazia sentir no Lisboa ao Vivo.

“Malverde” se seguiria e que vinha desde logo confirmar uma intuição: apesar da banda ter lançado mais dois álbuns desde 2011, “Murder the Mountains” ia ser o álbum mais representado naquela noite. A banda sabe aquilo que o público gosta. De seguida viria “Crowns in Swine” e não mais ouviríamos “Whales and Leeches”, disco editado em 2013.

“Antidote” deu nos um cheiro do próximo registo da banda americana, tendo sido muito celebrada por cá. Se calhar a tentar convence-los a não demorarem tanto a vir apresentar o futuro novo álbum.

“Wires” e “Number Thirteen” seria uma sequência explosiva e que fizeram com que muito suor fosse derramado por parte do público mais expressivo. Até ao final, o ritmo e a intensidade não iriam abrandar, nem ninguém queria que isso acontecesse. “Prehistoric Dog”, “Hank is Dead” e “Throw Up” fechariam em grande um concerto de uma banda sempre interessada em fazer com que o público se sinta à vontade para o headbanging, crowd surfing e mosh. Aconteceu isso e muito mais.

O concerto foi extenso (composto por 17 músicas), mas passou num instante. Uma coisa é certa, ninguém sentiu o tempo a passar e ninguém reclamará do cansaço daquela noite. Há noites que marcam, a de Domingo passado com os Red Fang foi uma delas.

SETLIST RED FANG

Blood Like Cream
Malverde
Crows in Swine
Not For You
Arrows
Into the Eye
Antidote
Wires
Number Thirteen
Flies
Cut It Short
The Smell of the Sound
Dirt Wizard
Sharks
Prehistoric Dog

Encore:
Hank Is Dead
Throw Up

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