Se o Butoh é a experiência da gravidade, se o Butoh é perder tudo, a cada segundo, se o Butoh é dar tudo o que tenho, se o Butoh é morrer entre cada respiração, se o Butoh é abrir mão da compreensão para que caia de cabeça nos abismos do desconhecido, se cada momento dessa queda é uma eternidade, então sim, tenho de admitir que o meu processo de improvisação é muito próximo do Butoh. Gostava de não levar isto tão a sério. Ainda assim, a pesada seriedade disto deixa-me tão feliz, feliz por estar vivo. Lê Quan Ninh
Ficha Artística
Direcao Paulo Mota Apoio dramaturgico António Júlio Desenho de luz Carin Geada Interpretacao Ana Rita Xavier, Angela Diaz Quintela, Bruno Senune, Constanza Givone, Luisa Guerra, Victor Hugo Pontes