O que não podem perder no primeiro dia do NOS Primavera Sound

O Festival começa dia 7 e prolonga-se até ao dia 9 de Junho

A 7ª edição do NOS Primavera Sound tem um cartaz recheado de grandes nomes que prometem trazer óptima música ao Parque da Cidade, do Porto, durante os três dias (7, 8 e 9 de Junho) de duração. Uma vez que existe uma variedade de artistas e palcos que muitas vezes têm concertos em simultâneo, decidimos fazer uma lista dos concertos imperdíveis para cada dia do Festival.

Começamos então pelo primeiro dia, que conta com o regresso de Lorde a Portugal e que vai ser um dos concertos a não perder durante o NOS Primavera Sound, mas há bem mais para ver, ouvir e acima de tudo desfrutar.

Lorde

A neo-zelandesa tem um estatuto de referência da alternativa pop da nova geração, apesar de contar apenas com dois discos na sua carreira, Melodrama (editado o ano passado pela Universal) e Pure Heroine (editado em 2013). É uma artista transparente e humana, que não tem quaisquer problemas sobre escrever dos seus medos, sem deixar qualquer espaço para cinismo e hipocrisias.  Vamos poder contar com uma actuação ágil, que nos apresenta um álbum com uma vertente mais dançante, mas também os sucessos como Royals ou Team.

Também a não perder temos The Twilight Sad.

A dupla James Graham e Andy MacFarlane compõe os The Twilight Sad, são os campeões escoceses do pós-punk melódico e prometem trazer uma melancolia fria ao Festival. O seu estilo tendências showgaze e a sua melancolia já lhes garantiu o suporte essencial para concertos dos The Cure. Vai ser um concerto para relaxar e repor energias.

A não perder também, temos Waxahatchee.

É o regresso de Katie Crutchfield ao norte do País, com o seu projecto Waxahatchee, apresentando-nos o mais recente trabalho, Out In The Storm. É o quarto disco da sua carreira, que apesar de ter elementos emo e grunge é essencialmente focado no indie tempestuoso.

Não pode faltar ainda a referência a Tyler, the Creator.

É a primeira oportunidade de assistirmos a um concerto de hip-hop durante o Festival. Tyler, the Creator traz-nos fúria, angústia e rimas altamente pontiagudas que depois de começarem com letras polémicas no inicio do seu sucesso na internet, passaram a ser uma sonoridade que junta soul, funk e ainda um pouco de R&B. Esta é a sua tão aguardada estreia em Portugal.

Podemos ainda ver Father John Misty.

Josh Tillman teve uma carreira mediática e repleta de mudanças constantes, começou com um percurso a solo em nome próprio, passou por um período como baterista de Fleet Foxes mas entregou-se depois à persona Father John Misty. A grande atenção que rodeia os seus discos é ultrapassada pelo performer que é cada vez que sobe a um palco. E quem vir o seu concerto vai certamente perceber isso.

Outro nome a não perder é Jamie XX.

Jamie Smith ganhou o seu reconhecimento musical quando se tornou membro dos The XX, onde acrescenta o seu toque pessoal de MPC ao indie pop britânico. Decidiu, em 2015 editar a solo um projeto eletrónico, In Colour. Como foi um sucesso tão grande, Jamie decidiu começar a dar concertos a solo, sobre o formato de produtor/DJ.

É ele que fecha este primeiro dia de festividade, com música disco que irá servir para dançar mais um pouco antes do descanso para os próximos dias do NOS Primavera Sound.