‘A Ciência não é mais do que a investigação de um Milagre inexplicável, e a Arte, a interpretação desse milagre.’ Ray Bradbury
“13” parece uma enorme salada de conceitos e pensamentos onde se repensam os dogmas da Trindade, da Concepção, da infalibilidade do Papa e da suposta missão espiritual da Igreja Católica. Em “13” a companhia propõe uma encenação que joga com o duplo sentido da palavra para desenhar uns personagens cheios de contradições; joga-se com uma expressão gestual de extraordinário valor cénico. O fumo e a coleção de guarda-chuvas formam um cenário operativo – bambolinas, naves espaciais, chuva… – com uma grande eficácia visual. Bom, o jogo dos guarda-chuvas que estão abertos sobre o chão atrás dos quais se ocultam e aparecem os personagens quais marionetas em diversos lugares, há que apontá-lo como uma solução genial. Em resumo pode considerar-se que “13” é um excelente trabalho cénico da companhia Peripécia Teatro que emprega a farsa para colocar em questão factos e métodos da Igreja Católica. Manuel Sesma Sanz
in www.artezblai.com
Ficha Artística
Criação, Dramaturgia, Concepção do Espaço Cénico e Figurinos de Sérgio Agostinho, Noelia Domínguez e Ángel Fragua. Co-Criação e Direção José Garlos Garcia Interpretação: Noelia Domínguez e Sérgio Agostinho Fotografia de Cena: Carlos Teles Design Gráfico e Ilustração: Zétavares Montagem e Operação de Luz e Som: Nuno Tomás Luz: Paulo Neto Produção Executiva: Sara Casal