Língua é um espetáculo que utiliza a Língua Gestual Portuguesa como veículo primordial de comunicação e que pretende colocar em causa as relações de poder e de privilégio que estruturam há muito essa coisa chamada teatro. A Estrutura procura o confronto entre modelos de comunicação e linguagem de uma obra teatral, de modo a desimportantizar a língua que ouvimos (quem a ouve) e sublimar outras, numa tentativa de combater o fonocentrismo que perpetua relações de violência, insistindo em obrigar todos/as a falar da mesma forma. Dentro e fora do teatro. Em cena, Língua Gestual Portuguesa e língua portuguesa (falada e escrita) unem-se, num espetáculo verdadeiramente bilingue, que tenta ser uma proposta de reflexão sobre a ideia de língua, questionando possibilidades, limites e identidades. Pelo meio, há um pouco da história dos Surdos, replicam-se algumas idiossincrasias do quotidiano das pessoas Surdas, bem como especificidades da comunicação em Língua Gestual Portuguesa.
Ficha Artística
criaçãoCátia Pinheiro & José Nunes + Diogo Bento textoDiogo Bento e José Nunes versão LGPJoana Cottim interpretaçãoCláudia Braga, Diogo Bento, Joana Cottim, Mariana Magalhães e Tiago Jácome cenografiaCátia Pinheiro desenho de luzDaniel Worm d’Assumpção e Pedro Nabais vídeoVasco Mendes desenho de somVasco Rodrigues figurinosJordann Santos produção executivaAna Lopes formação LGP inicial ao elencoAna Bela Baltazar LGP nos ensaios e espetáculoJoana Cottim apoio à cenografiaEmanuel Santos e Raúl Constante Pereira assistência de figurinosClementina Delgado assessoria de imprensaBruno Malveira (The Ugly Duckling Angency) coproduçãoEstrutura, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal
apoio23 Milhas entidade financiadapor República Portuguesa – Cultura I DGARTES – Direção-Geral das ArtesA Estrutura é uma companhia residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Campo Aberto do Teatro Municipal do Porto
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Este é um espetáculo inserido num fim-de-semana destinado ao debate sobre acessibilidade na cultura, também através do espetáculos C_Vib (29 de outubro), de Yola Pinto e Simão Costa. Estes projetos exigem uma reflexão na forma como os espetáculos não são, na maior parte das vezes, feitos para todos.