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“Julian Schnabel: A Private Portrait” em estreia no LEFFEST

A sessão de apresentação do documentário decorreu ontem à tarde no Cinema Monumental e contou com a presença do realizador italiano e do artista plástico.

Ontem à tarde foi apresentado em estreia no Lisbon & Sintra Film Festival (LEFFEST’17) o documentário “Julian Schnabel: A Private Portrait”, numa sessão que contou com a presença do realizador italiano Pappi Corsicato e do artista Julian Schnabel, no Cinema Medeia Monumental.

“Julian Schnabel: A Private Portrait” em estreia no LEFFEST

O documentário apresenta-nos o artista e a sua família, que mostra que Julian é especial desde pequeno. A sua carreira começou nas artes plásticas, mas mais tarde rendeu-se ao Cinema e acabou por se tornar também num realizador. Das suas obras cinematográficas destacam-se “Basquiat” (1996) e “O Escafandro e a Borboleta” (2007), sendo que este último foi premiado com dois Globos de Ouro e quatro nomeações para o Óscar.

Ao longo do documentário, vão aparecendo vários amigos do artista. Entre eles encontram-se David Bowie, Lou Reed, Bono Vox, Laurie Anderson e Willem Dafoe, entre outros. Todos os entrevistados concordam que Schnabel é um homem diferente e à medida que vamos assistindo também vamos tomando consciência disso. Vemos Schnabel a trabalhar e a criar coisas novas que nunca antes foram feitas, como, por exemplo, os seus quadros com cerâmica.

Nas palavras da filha Lola, Schnabel é um workaholic – ou seja, está sempre a trabalhar e dificilmente separa o trabalho da vida. Em entrevista, o artista afirmou: “Sou o meu trabalho. O meu trabalho é o que sou”. Mesmo quando dirigiu filmes sobre outros artistas, Schnabel colocou um pouco de si nos protagonistas, ao ponto de muitos parecerem auto-retratos.

No geral, “Julian Schnabel: A Private Portrait” é um documentário bastante delicado e intimo, que nos apresenta algo para além do artista. Basicamente entramos na vida de Julian Schnabel por uns instantes e percebemos que este homem trabalha por amor e não apenas com o intuito de agradar ao público. A simplicidade com que tudo é mostrado acaba por tornar este documentário visualmente agradável e bastante interessante.

“Julian Schnabel: A Private Portrait” em estreia no LEFFEST

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