E se a floresta não for exatamente o que parece? Talvez aqueles que parecem amáveis sejam apenas tolos. E talvez aqueles que parecem perigosos afinal não sejam assim tão perigosos. Desonesto e ganancioso: é assim que conhecemos o lobo, nos contos de fadas que nos contam. Mas, e se o lobo for só incompreendido? E se olharmos pelo seu ponto de vista? Aquele incidente com a Capuchinho Vermelho, aquela cena à porta dos porquinhos: nada é tão simples como pensamos. Por uma série de mal-entendidos, preconceitos, azar e coincidências bizarras, o lobo foi retratado como o vilão. É mais do que tempo de restaurar a sua honra. Ao inverter radicalmente a perspetiva existente sobre o papel do lobo, este espetáculo abre um espaço para a necessidade de empatia e tolerância na nossa sociedade atual. — Vasco Mendonça
Ficha Artística
Música Vasco Mendonça Libreto Gonçalo M. Tavares Encenação Inne Goris Cenografia e desenho de luz set design and lighting Stef Stessel Figurinos costumes Lotte Boonstra Video Coen Bouman Soprano Lara Rainho Mezzo soprano Mariana de Sousa Contratenor Arthur Filimon Percussão percussion Frank Van Eycken (Spectra Ensemble) Guitarra elétrica electric guitar Nico Couck Clarinete clarinet Yuko Fukumae Violoncelo cello Seraphine Stragier Encomenda comissioned by Teatro Municipal do Porto, Dutch Nationale Opera, LOD muziektheater, Teatro Luís de Camões Coprodução co-production Cineteatro Louletano, Philharmonie Luxembourg, Spectra Ensemble