Caminhamos pelo tecto, como se fosse um campo vasto. Faetonte no seu Apolo Descapotável, fulminante e amarelo, encontra-se suspenso entre o Céu e a Terra; em queda, muito lenta e contínua. Faetonte procura o original do retrato mágico, naufragado, o retrato de todas as cores e tamanhos, o retrato do seu amor, uma cópia muito melhor do que o original: comprometo-me a fazer investimentos gigantes! Há conspirações que mudam os nomes dos Planetas e transformam os Homens. O Precipício revela-se sobre um Céu incendiado e luminoso, o ar inflamado faz desaparecer as sombras e a Terra, ainda que seja plana, até parece côncava. São ambições que não são terrenas, são siderais. E nós cruzamos as mãos debaixo dos braços. Somos os espectadores da Catástrofe. O Precipício espera agora, haverá sempre um para sempre à nossa frente, e tudo isto é definitivamente ou provavelmente verdade.
Ficha Artística
Ideia Inicial: Amândio Anastácio Encenação e Cenografia: Amândio Anastácio e Paulo Oliveira Texto [a partir d’O Precipício de Faetonte, de António José da Silva, 1738]: Paulo Oliveira Interpretação: Jorge Serena e Paulo Quedas Música: João Bastos Desenho de Luz e Montagem: João Sofio Costureira: Susana Oliveira Construção de Cenário: Decor Galamba, Lda. Produção Executiva: Bernardo Xavier Comunicação, Difusão e Circulação: João Murteira Gestão Administrativa: Pé de Cabra, Lda. Assessoria de Imprensa: HORA – Marketing e Comunicação, Lda. Website: DWP – Digital Workplace, Lda. Redes Sociais e Plataformas Digitais: João Murteira Fotografia: Tiago Fróis Design: João Murteira Vídeo & Teaser: Cooperativa Cal Produção: Alma d’Arame Co-Produção: Teatro Ibérico