Coprodução checo-eslovaca, com texto e encenação do eslovaco Lukáš Brutovský, equipa artística e elenco mistos, falada em ambas as línguas, Iokasté foca-se nesta figura da mitologia grega. Ao dar-lhe a centralidade e a voz que nunca teve, o espetáculo conta a história de uma rainha sempre relegada para “as margens pelos homens, personagens teatrais e autores.” Mesmo em Édipo Rei, Sófocles só confere a Jocasta um protagonismo enviesado, quando o seu suicídio é descrito por um mensageiro. Iokasté contrapõe uma visão feminista, um confronto entre a Antiguidade e o presente, o mito e o #MeToo. Tirando partido da similitude e da diferença das línguas checa e eslovaca, combinando a poesia de um texto contemporâneo com uma forte componente visual e de movimento, Iokasté investiga as raízes da misoginia, do antifeminismo e da masculinidade tóxica, de Sófocles a Donald Trump.
Ficha Artística
texto e encenação Lukáš Brutovský dramaturgia Kristina Žantovská, Miro Dacho cenografia Pavel Borák figurinos Zuzana Hudáková música Ivan Acher vídeo Matouš Ondra interpretação Jana Olhová, Petr Konáš, Juraj Poliak coprodução Prague City Theatres (República Checa), Slovak Chamber Theatre – SKD Martin (Eslováquia)