Depois da decisão do Governo de proibir a realização de festivais de verão até ao dia 30 de setembro deste ano, a primeira edição do Rolling Loud em Portugal foi cancelado, anunciou esta quinta-feira a organização, em declarações à Blitz.
Tiago Castelo Branco, da promotora MOT, frisou que a edição de 2021 deverá realizar-se, estando a organização a tentar “construir o puzzle” para que, no próximo ano, o cartaz seja o mesmo. A$AP Rocky, Future e Wiz Khalifa eram os cabeças de cartaz.
O festival estava marcado para os dias 8, 9 e 10 de julho na Praia da Rocha, em Portimão.
A realização de festivais de música está proibida em Portugal até 30 de setembro, decidiu hoje o Governo, em reunião de Conselho de Ministros.
“Foi aprovado a proposta de lei, a submeter à apreciação da Assembleia da República, que estabelece medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença COVID-19 no âmbito cultural e artístico, em especial quanto aos festivais de música”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros, hoje divulgado.
“Neste contexto, impõe-se a proibição de realização de festivais de música, até 30 de setembro de 2020, e a adoção de um regime de caráter excecional dirigido aos festivais que não se possam realizar no lugar, dia ou hora agendados”, por causa da pandemia.
O mesmo comunicado acrescenta que, para os espetáculos entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 que não se realizem devido à pandemia da covid-19, está prevista “a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores”.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 1.105 pessoas das 26.715 confirmadas como infetadas pelo novo coronavírus e há 2.258 casos recuperados, de acordo com os dados de hoje da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.