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Festas de Lisboa’18: 3.º dia de exibição das Marchas na Altice Arena

Hoje, dia 3 de junho, é o 3.º e último dia de exibição das Marchas Populares na Altice Arena. Conheça as oito marchas que hoje se apresentam, os seus temas e os padrinhos. No próximo dia 12 de junho, noite de Santo António, é o grande desfile das Marchas na Avenida da Liberdade.

https://canoticias.pt/entretenimento/cultura/festas-de-lisboa18-2-o-dia-de-exibicao-das-marchas-na-altice-arena/

1.ª – Marcha da Santa Casa (extra-concurso)

Tema: 520 Anos a Dar Cor à Vida
Madrinha: Maria Botelho Moniz

«A Marcha da Santa Casa desce a Avenida pela 2.ªvez e este ano com um gosto especial, já que celebramos 520 anos de existência. Queremos dar mais cor e alegria à cidade, como damos mais cor, todos os dias, à vida de quem nos procura

2.ª – Marcha do Castelo

Tema: Lisboa Antiga, Lisboa Moderna – Traz de Volta o Meu Bairro
Madrinha: Carolina
Padrinho: Rui Vaz
Classificação 2017: 8.º lugar

«Lisboa passou nos últimos anos por um processo de transformação, estando hoje mais virada para os seus visitantes do que para os seus (ex) residentes. Os bairros históricos estão a ver partir as suas gentes bairristas, sendo trocadas por turistas que fazem speed dating com a nossa cidade. As gentes são quem mantém as tradições dos bairros, mas com o seu êxodo para longe, deixando o bairro ocupado pelos negócios de ocasião, levam consigo as tradições e os costumes do dia-a-dia. Temos saudades de entrar no nosso bairro e dizer bom dia e boa tarde aos vizinhos que passam por nós. De ver a roupa estendida à janela, da vizinha a gritar “está a chover” para apanharmos a roupa e de deixar o fogareiro na rua para o vizinho aproveitar as brasas. A imagem típica das vizinhas a conversar à janela vai desaparecendo pouco a pouco, pois a vizinha já não está lá e, em vez disso, temos a Lisboa das selfies e publicações nas redes sociais. As Marchas Populares de Lisboa são dos últimos bastiões das tradições e do bairrismo da nossa cidade. As suas gentes ainda se juntam para defender a sua marcha e o seu bairro! Mesmo que tenham ido para longe, voltam para mostrar que o seu bairro “ainda está vivo”! Estando as marchas a homenagear um dos grandes atores do teatro e da revista, Vasco Santana e sendo o Parque Mayer e a revista marcos relevantes na história das Marchas de Lisboa, queremos, ao recuperar uma das rábulas mais marcantes da história da revista “Eu sou a Lisboa Antiga, Eu sou a Lisboa Moderna!”, falar e caricaturar, à boa maneira da revista à portuguesa, esta transformação nas dinâmicas urbanas da nossa cidade. Com os grandes protagonistas da “Canção de Lisboa” como representantes da Lisboa Antiga, iremos descobrir no que se transformou a típica Lisboa do arquinho e balão. Queremos com este tema, de forma bem-disposta, chamar a atenção para as alterações que estão, a pouco a pouco, a destruir os bairros típicos da nossa Lisboa. Este ano, a Marcha do Castelo desfilará com um pedido ao Santo António, #TrazDeVoltaOMeuBairro»

3.ª – Marcha da Ajuda

Tema: Ajuda em Festão Marcha com Fé e Tradição
Madrinha: Paula Sá
Padrinho: Paulo Vasco
Classificação 2017: 12.º lugar

«Ajuda, bairro com histórias e tradições antigas, lembra este ano a lenda que deu origem ao seu nome. Regressamos a 1551. Conta-se a história da aparição de uma virgem, por evocação de um pastor, que clamava por AJUDA. O local onde essa aparição se deu começou a ser palco de romagens e de fé à Nossa Senhora da Ajuda, erguendo-se ali, uma ermida para albergar os fiéis e para que se pudesse prestar culto à imagem. A ermida já não existe, mas o local, esse, continua a chamar-se Ajuda. Considerado na sua origem como “bairro aldeia”, o bairro da Ajuda escolheu como tema “Ajuda em Festão, marcha com Fé e Tradição”, fazendo assim jus à história do bairro.»

4.ª – Marcha de São Domingos de Benfica

Tema: O Amor Vai à Fonte
Madrinha: Sofia Nicholson
Padrinho: Rui Luís Brás
Classificação 2017: Não participou

«Marcha de São Domingos de Benfica tem como tema central as fontes de São Domingos, onde em tempos distantes as moças vinham à água e aproveitavam para trocar dois dedos de conversas com os rapazes que por lá estavam e assim tentarem a sua sorte. Muitos amores nasceram, muitos namoros se fizeram nestas fontes e assim faz todo o sentido dizer-se que “O Amor Vai à Fonte”. O nosso elemento-surpresa será a recriação de uma fonte para podermos recriar estas idas à fonte, onde as mulheres levavam a sua bilha para encher de água. Nos recantos da nossa freguesia, encontramos uma das nossas maiores riquezas, os azulejos portugueses. Foi sobre os azulejos que nos baseámos para criar o figurino da nossa marcha. A riqueza dos nossos azulejos foge das cores tradicionais (branco e azul), misturando cores tão tradicionais da nossa freguesia: o azul, vermelho, amarelo e branco.»

5.ª – Marcha da Madragoa

Tema: Quando o Sol Beija a Lua, Madragoa Sai à Rua
Madrinha: Teresa Guilherme
Padrinho: Pedro Barroso
Classificação 2017: 3.º lugar (Melhor Coreografia)

«Desde a origem dos tempos, o Homem desenvolveu um enorme fascínio pelo eclipse. Em todas a culturas conhecidas existem lendas e mitos relacionados a este acontecimento. A partir deste tema, a Marcha da Madragoa apresenta, em 2018, uma alegoria sobre o eclipse, traçando um paralelo entre o “encontro” de dois astros, o Sol e a Lua, com o encontro de duas pessoas que se amam, a Varina e o Pescador. A Varina, enamorada do Pescador, apregoa o seu peixe durante o dia e, na ausência do seu amado, tem como único conforto o Sol, que lhe aquece a pele e lhe ilumina a tristeza. O Pescador, que sai para a faina durante a noite, encontra na Lua a luz que lhe lembra a sua amada e que o ajuda a enfrentar as adversidades da sua labuta. Parece, assim, que os dois “vivem afastados e destinados a não se cruzar”. Mas tudo muda, de tempos a tempos, com encontros esporádicos, em que este amor é fortalecido em dias de festa. Não existe acontecimento mais mágico que o encontro de duas almas que se amam e é na noite de Santo António que poderemos presenciar este eclipse e ver o amor evoluir. No decorrer da Marcha da Madragoa 2018, seja em coreografia ou cenografia, está indicado o crescimento deste amor. Com elementos cenográficos, figurinos e letras, todos pensados ao pormenor, carregados de simbologia e quase mágicos. “E finalmente, feliz contente, a nossa gente, sai à rua”.»

6.ª – Marcha de Marvila

Tema: Perfume de Santo António
Madrinha: Carla Matadinho
Padrinho: Chakall
Classificação 2017: 15.º lugar 

«Marvila, bairro tão antigo quanto a própria nacionalidade e que hoje vive momentos de profunda renovação, rumo a uma modernidade que quer ver preservados o cuidado e o carinho pelo passado, quis este ano na sua Marcha homenagear os perfumes seculares tão nossos e tão presentes nas Festas de Lisboa. Santo António não foi com certeza perfumista, mas é certamente o inspirador destes cheiros, destes aromas, que tornam a nossa cidade tão diferente de todas as outras e que lhe dão este encanto único no mundo. É o tempo dos cravos e manjericos que alimentam namoros e casamentos de Santo António. É o tempo da gastronomia com cheirinho a salsa e a hortelã ou do rosmaninho nos adros das igrejas. É também o tempo dos arraiais, com o cheiro das sardinhas e dos pimentos assados, do vinho aroma de canela que nos alegram as noites durante o mês de junho. No nosso arraial, no pavilhão ou na avenida.»

7.ª – Marcha de São Vicente

Tema: Alcachofra e Manjerico, São Vicente num Namorico
Madrinha: Melânia Gomes
Padrinho: Jorge Mourato
Classificação 2017: 9.º lugar

«Lisboa, cidade moderna e cosmopolita, não perdeu as memórias e tradições do passado. Histórias de um povo à época em que partilhava os costumes populares mais tradicionais. Junho é o mês das festas e tradições e por isso esta é a época do ano em que as festas dos santos populares trazem uma nova alma a esta cidade alfacinha, com vivências do passado recente e das suas memórias. Lisboa, apesar de moderna e cosmopolita, não perdeu as memórias e tradições do passado. Dentro das tradições mais antigas, encontramos o emblemático manjerico, planta aromática que servia para enlaçar os pares de namorados ou simplesmente criar novas amizades. Um versinho no topo, em bandeirola de papel, servia para adornar a oferta dos namorados sedentos e sempre na esperança dum milagre dos santos. A alcachofra, fruto de cardo manso, era, para as donzelas que desejavam noivar, a planta preferida para o ritual mágico da queima. No dia seguinte, se a planta renascesse das cinzas, era certo e sabido (segundo reza a tradição), que o noivado se realizava. E foi assim que surgiu o tema de 2018, onde o manjerico e a alcachofra, representando os géneros masculino e feminino, enleados num namorico atrevido, são o tema da Marcha de São Vicente.»

8.ª – Marcha de Santa Engrácia

Tema: Santa Engrácia Homenageia Lisboa
Madrinha: Maria João Gama
Padrinho: Pedro Silva
Classificação 2017: 20.º lugar

«“Santa Engrácia Homenageia Lisboa” é um tema que, em 2018, vai dignificar a freguesia de São Vicente e a turística cidade de Lisboa, num ano em que o tema principal de Lisboa tem a ver com o filme “A Canção de Lisboa” e com grande atores como Vasco Santana, Beatriz Costa, António Silva, entre muitos outros. São estas figuras de Lisboa que vamos tentar recordar este ano na Marcha de Santa Engrácia, com um guarda-roupa, bem a condizer e tentando inovar nos arcos, nunca esquecendo que Lisboa é, e será sempre, passado, presente e futuro. Santa Engrácia vai demonstrar que é um dos pólos de atração desta cidade, já que é um dos locais a que mais chegam os turistas que entram em Lisboa vindos do mar, como se voltássemos às descobertas e à era dos marinheiros. “Santa Engrácia Homenageia Lisboa” vai ser uma grande aposta que queremos que seja uma aposta ganha!»

Marchas De Lisboa
Ilustração: Rui Sousa

Alinhamento do desfile na Avenida da Liberdade (12 de junho):

Marcha Convidada
Marcha da Vila da Lousã

Marchas extra-concurso
Marcha Infantil “A Voz do Operário”
Marcha dos Mercados
Marcha da Santa Casa

Marchas a Concurso
1. Marcha de S. Vicente
2. Marcha de Alfama
3. Marcha dos Olivais
4. Marcha de Marvila
5. Marcha da Ajuda
6. Marcha do Lumiar
7. Marcha de S. Domingos de Benfica
8. Marcha de Alcântara
9. Marcha do Bairro Alto
10. Marcha de Belém
11. Marcha do Bairro da Boavista
12. Marcha da Madragoa
13. Marcha da Mouraria
14. Marcha da Bica
15. Marcha da Graça
16. Marcha da Bela Flor – Campolide
17. Marcha de Carnide
18. Marcha do Castelo
19. Marcha da Penha de França
20. Marcha de Campo de Ourique
21. Marcha do Alto do Pina
22. Marcha de Benfica
23. Marcha de Santa Engrácia

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