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Diabo na Cruz lançam álbum ao vivo e actuam nos Coliseus em Novembro

Tantas saudades já tinhamos deles! Depois de uma paragem para descanso em 2017, os Diabo na Cruz voltam aos palcos neste ano. Para além dos Coliseus, em Lisboa e Porto, agendados para Novembro, a banda lança "Diabo na Cruz Ao Vivo" a 23 Março, disco ao vivo. Arrepiem-se com a versão ao vivo da música Luzia, com imagens captadas pelos fãs, presente neste artigo.

Depois de uma paragem para descanso em 2017, os Diabo na Cruz voltam aos palcos neste ano. Para além dos Coliseus agendados para Novembro, a banda lança “Diabo na Cruz Ao Vivo” a 23 Março, disco ao vivo.

Quem nunca viu Diabo na Cruz ao vivo, não sabe o que é realmente Diabo na Cruz. No palco nasce a mitologia de algo maior. Seguem-se os impulsos e as emoções, cometem-se excessos em nome da libertação e desenha-se uma narrativa entre as canções e as pessoas. Diabo na Cruz é uma banda que se inspira no legado da música portuguesa, mas que é fundamentalmente uma banda rock, ancorada no século XXI. Com rituais resgatados das romarias – o comboio humano que espontaneamente se forma no meio do público em “Chegaram os Santos” – e de concertos de estádio – Jorge Cruz, de guitarra em riste, a saltar da bateria em “Fecha a Loja”. Numa entrega mútua entre público e palco, a banda tem cimentado um percurso único e uma festa sem paralelo no panorama nacional.

Foi com a digressão do álbum Diabo na Cruz, editado no final de 2014, que desenvolveram uma relação cada vez mais intensa com o público. Durante mais de dois anos percorreram Portugal por entre auditórios e arraiais, festas e festivais. Descentralizaram o mapa de concertos. Cumpriram a missão de celebrar a cultura portuguesa em todo o Portugal, de fazer festa daquilo que tantas vezes foi apelidado de tristeza. Amaram o país por inteiro, com todos os seus defeitos. Venceram prémios, cresceram e fortaleceram-se enquanto banda. Em cima do palco souberam conjugar as suas diversas facetas e criar equilíbrio entre momentos frenéticos e intimistas. As canções transcenderam-se e ganharam novas dimensões – como a ribombante percussão que abre “Vida de Estrada” ou a metamorfose de “Luzia”, serena e singela ao piano. Tocaram para as pessoas, olhos nos olhos. Devolveram a magia ao mundano.

Há um antes e um depois de Diabo na Cruz. Para qualquer seguidor e admirador do grupo, há uma experiência emocional de ligação entre as pessoas e a música. Gente que não se conhece de lado nenhum e que nada tem em comum encontra em Diabo na Cruz o laço que os une. E descobrem que, se calhar, não somos assim tão diferentes uns dos outros. É essa a marca de uma grande banda: unir vidas tão diversas em torno da música.

A música de Diabo na Cruz trouxe as pessoas para a rua. Acordou-as, ajudou-as a reconciliar-se com as suas raízes, levou-as a cantar e dançar por este país dentro. Fizeram centenas de quilómetros para os ver, juntaram-se na linha da frente, nas palmas, nos cânticos, nas t-shirts, nos cartazes, nas bandeiras e nos xailes minhotos. Ir a um concerto de Diabo na Cruz é olhar em volta e ver corpos desinibidos (olha o comboinho!), sorrisos parvos e lágrimas malandras. É ver mães e filhas abraçadas, namorados lambuzados, raparigas e rapazes a dançar como se estivessem sozinhos no quarto. É apanhar uma molha descomunal durante um concerto porque naquele momento não há nada mais importante no mundo.

É um privilégio viver no mesmo tempo que esta banda, um privilégio poder presenciá-la ao vivo. Estas canções pertencem-nos. Reconhecemo-nos nelas, com elas renascemos e as vivemos. Não digam que não é verdade. Tudo isso aconteceu e a prova está aqui, neste disco.

Disco em pré-venda aqui.

Texto por Ana Patrícia Silva

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