A RTP tem um novo projeto multimédia denominado ‘Descolonização Portuguesa: os 500 dias do fim do Império’.
A RTP continua a sua aposta no desenvolvimento da oferta nas plataformas digitais, com especial atenção à Cultura e Educação. O novo projeto é uma viagem por um período marcante da história contemporânea portuguesa que pode visitar em www.rtp.pt/descolonizacaopt.
Em ‘Descolonização Portuguesa: os 500 dias do fim do Império’, a RTP dá a conhecer uma história que começa com a Conferência de Berlim e o Mapa Cor-de-rosa e prossegue com o envolvimento de Portugal na I Guerra Mundial, com as vagas de descolonização após a II Guerra Mundial, com a intransigência de Salazar e com o consequente isolamento internacional de Portugal. Destaque o início da guerra em três frentes: Angola, Guiné e Moçambique, a liderança de Marcello Caetano, a Revolução de Abril. E temos os dados marcantes dos 500 dias do fim do Império que começam a 8 de junho de 1974 quando reunidos em plenário, na Manutenção Militar, os oficiais do MFA decidem avançar com um cessar-fogo imediato no Ultramar e vai até novembro de 1975.
O site coloca em diálogo o acervo dos diferentes arquivos parceiros deste projeto e os arquivos da RTP e essa é a sua mais-valia. Com esta agregação é possível ficarmos a conhecer e perceber melhor alguns factos que fizeram a Descolonização. A RTP contou com especial colaboração do Arquivo da Torre do Tombo, Arquivo Diplomático, Arquivo Ultramarino, Arquivo do Exército, da Marinha e da Força Aérea e a Fundação Mário Soares. Esta é uma plataforma com o aval científico do Instituto de História Contemporânea.
Neste site irá encontrar documentos que nunca foram publicados, como o relatório final da queda da Índia elaborado por Vassalo e Silva, último governador no território, e que se encontra no Arquivo da Marinha. Ou ainda, os apontamentos de Marcello Caetano durante a reunião com Spínola, dias depois da apresentação do livro “Portugal e o Futuro”, que já tinham sido publicados parcialmente em 1976, mas que aqui se encontram na íntegra. Como também discursos em áudio de Oliveira Salazar de finais da década de 30 e início da década de 40.