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Crítica: “Viver na Noite” (“Live By Night”)

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“Viver na Noite” (“Live By Night”) é o quarto filme realizado por Ben Affleck, após os grandes sucessos de “Argo”, “The Town” e “Gone Baby Gone”, e tem a participação no grande ecrã do próprio Affleck, Elle Fanning, Chris Messina, Sienna Miller, Zoe Saldana, Brendan Gleeson e Chris Cooper.


Ben Affleck interpreta o papel de Joe Coughlin, um veterano da 1ª Guerra Mundial regressado a Boston que coloca em causa a guerra e os homens que a criam. Como tal, Joe pretende nunca mais trabalhar por ordens de outros, e torna-se um fora-de-lei, levando uma vida criminosa mas sem se deixar tentar pelas máfias existentes e sem problemas de maior. No entanto, tudo muda quando se envolve com Emma Gould (interpretada por Sienna Miller), amante de um líder de uma das máfias existentes naquele período em que a Lei Seca vigorava nos EUA.

É fácil de compreender as razões que levaram Ben Affleck a adaptar a obra criada por Dennis Lehane para o grande ecrã. Lehane, escritor de Boston (tal como Affleck), escreveu anteriormente obras que se tornaram grandes adaptações ao cinema como Mystic River, Shutter Island e o já mencionado Gone Baby Gone. Tendo já colaborado antes e o sucesso das obras de Lehane, Affleck e a produção (um dos produtores da película é Leonardo DiCaprio) viram na história de “Viver na Noite” uma boa hipótese de alcançar sucesso na época de prémios em que já entrámos. E esta poderia ser uma boa oportunidade de Affleck se desviar um pouco da imagem de Batman que naturalmente lhe irá ser atribuída nos próximos anos.

E os ingredientes para que este filme suscite interesse por parte dos júris e associações que entregam os prémios cinematográficos estão lá todos. Ben Affleck é actualmente dos realizadores com melhor crítica em Hollywood, e o filme aborda vários aspectos que costumam estar presente nos filmes mais nomeados, como religião, racismo e relações amorosas trágicas, e até a data de lançamento da película.

No entanto, “Viver na Noite” acaba por resultar numa confusão inexplicável, e que nos faz sentir que existiu uma falta de foco na realização do mesmo, pois pelo facto de tentar abordar tantos aspectos diferentes presentes na obra original, a trama não é suficientemente cativante para “colar” o espectador ao ecrã. Existem várias personagens secundárias apresentadas que não têm desenvolvimento suficiente, e temas sensíveis tratados com alguma “insensibilidade”.

Como aspectos positivos, têm de ser realçadas as cenas de acção, muito bem realizadas e dinâmicas, a prestação de Chris Messina como Dion Bartolo, fiel companheiro de Joe e toda a retratação daquela epoca conseguida por uma boa fotografia, bons cenários e guarda-roupa.

Em resumo, uma boa tentativa de Affleck que infelizmente não conseguiu concretizar aqui o melhor filme que poderia ter sido adaptado da obra de Lehane.

NOTA: 3/5
Trailer de “Viver na Noite”:
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