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Crítica – Thor: Ragnarok

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Thor: Ragnarok é o terceiro filme a solo da personagem da Marvel, Thor, realizado por Taika Waititi. O Deus do trovão regressa, depois dos filmes dos Avengers, para uma aventura intergaláctica cheia de cores, que o leva a cruzar-se com outras personagens bem conhecidas do universo da Marvel. O filme tenta ser muitas coisas: uma odisseia no espaço, bem ao estilo dos anos 80, com um humor constante e exorbitante. No entanto, tudo acaba por ser excessivo e até patético.

A premissa do filme é bastante básica. Thor é aprisionado e Asgard está em perigo, sob domínio da Deusa da morte, Hela. Enquanto tenta escapar, a personagem de Chris Hemsworth tem de descobrir como salvar a sua terra da destruição. Muitos clichês são utilizados, tornando a trama quase sempre previsível e desinteressante. O argumento dá voltas e mais voltas ao enredo, havendo momentos em o objectivo do filme é um pouco esquecido, tal é o foco no humor e nas aceleradas sequências de luta. 

O desespero por parte dos produtores em ter sucesso em mais um produto de franchising é palpável. O filme tenta a todo o custo ser engraçado, para deixar o público satisfeito. O humor é exagerado e está constantemente a ser atirado ao espectador, em cada sequência, seja num momento mais dramático ou não. As piadas são por vezes desnecessárias, de um humor tão patético que fazem lembrar os filmes que satirizam outros filmes de sucesso, como é o caso de Scary Movie, e os que o sucedem na saga.

Como consequência, este humor afecta inevitavelmente as personagens já conhecidas dos anteriores filmes. A personalidade de cada uma delas torna-se confusa e estranha. Personagens tidas como inteligentes e determinadas, tornam-se patéticas e irrelevantes. A única personagem que suscita algum interesse é a de Cate Blanchett, sendo também esta a actriz que mais se destaca na sua interpretação. Contudo, os seus momentos de protagonismo são, por vezes, estragados pelo humor forçado, que se sente não fazer parte da personagem.

Este acaba por ser um filme recheado de clichês que tornam o enredo desinteressante. Dá a ideia de não haver nenhuma ideia original por detrás desta terceira produção na (até agora) trilogia do Thor, a não ser a vontade de produzir mais um sucesso financeiro. O humor é excessivo e desnecessariamente patético. No final de contas, Thor: Ragnarok é apenas bem sucedido num ponto de vista de puro entretenimento. O marketing em volta deste, mostrou pósteres promocionais com um trabalho gráfico e cromático bastante bom, e visualmente apelativos, mas não fazem jus ao que o filme realmente é.

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