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Crítica – Liga da Justiça (Justice League)

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Mais um filme do universo cinematográfico da DC Comics chegou às salas de cinema. Liga da Justiça (Justice League) marca o regresso de Batman, Super-homem e Mulher Maravilha, e também a introdução de novos super-heróis que vão alargar os horizontes desta franquia. Este é sem dúvida um filme divertido, mas acaba por haver alguma dificuldade em gerir todas personagens, criando uma história apressada e um pouco desorganizada.

A junção de um grupo de super-heróis não deixa nenhum fã indiferente. As melhores partes do filme são exactamente aquelas em que podemos ver a primeira aparição das novas personagens e a sua aproximação às já conhecidas. As suas personalidades, os seus poderes e a forma como enfrentam os problemas em equipa (ou individualmente) é o que torna o filme tão cativante.

Ao mesmo tempo, o filme sabe ter os seus momentos dramáticos quando necessário. Neste aspecto, destaca-se por exemplo o tão aguardado ( e debatido) regresso de Clark Kent. Contudo, estes momentos não passam disso… dramáticos. Sente-se que podiam perfeitamente chegar a ser épicos, como acontece nos filmes anteriores, mas o limite de duração imposto pela produtora implicou uma gerência de tempo mais rígida. Com isto, alguns problemas tornam-se evidentes.

Apesar de serem o melhor desta história, como é suposto, as personagens principais precisavam de um pouco mais de desenvolvimento psicológico e backstory. O que é dado no filme é bastante apressado e por vezes confuso. Consequentemente, há super-heróis que se destacam mais que outros. Aquaman, por exemplo, está bastante apagado e quase prescindível. Batman, que ao longo de anos de história tem sido extremamente denso e obscuro a nível psicológico, acaba por, nesta adaptação, se reduzir a um papel de homem rico, sem capacidades especiais, que quer combater uma nova ameaça mundial e para isso recruta meta-humanos que formam uma nova liga. Wonder Woman, Superman, Cyborg e The Flash acabam por estar mais em destaque. É importante referir o óptimo desempenho dos actores que têm a seu cargo o retrato destas personagens. Ezra Miller está fantástico como o speedster de Central City, bem como Ray Fisher interpretando Cyborg. Gal Gadot e Henry Cavill estão uma vez mais perfeitos como Mulher-Maravilha e Super-Homem.

É também apresentado um novo vilão. Steppenwolf é definitivamente a pior personagem de Liga da Justiça. Um inimigo com um único e injustificável propósito: dominar o mundo é aniquilar a raça humana. Mais clichê era impossível. O rumo que o filme toma acaba por ser isso mesmo, um clichê saturado e desinteressante, igual a tantos outros.

No geral, o que Justice League tem de melhor são as suas personagens principais (pelo menos algumas) e os momentos tanto cómicos como dramáticos que estes protagonizam, ainda que curtos. O Set up do enredo e das personagens é precipitado e um pouco desorganizado. Apesar de tudo, não é um filme horrível, mas também não é perfeito. É simplesmente divertido e cativante, e certamente irá agradar os fãs tanto das BDs, como dos filmes anteriores. É verdade que podia ser muito melhor, mas é um bom começo para uma longa história a que futuros filmes darão continuidade.

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