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Crítica Cinema – ‘Uncle Drew – Uma Equipa de Loucos’

Crítica Cinema – ‘Uncle Drew – Uma Equipa de Loucos’

E se juntássemos algumas estrelas actuais da NBA, com estrelas reformadas da competição (e da WNBA também) a actores num filme baseado em spots publicitários da Pepsi? Foi esta a ideia que terá passado pelos produtores de “Uncle Drew”. Se no papel não parece ser uma fórmula de sucesso, no ecrã as coisas mudam de figura. Não estamos perante uma obra cinematográfica revolucionária, mas cumpre com aquilo que propõe, e os fãs de basquetebol têm aqui os melhores 103 minutos que podem ver até ao início da época da NBA.

“Uncle Drew – Uma Equipa de Loucos” é uma extensão cinematográfica da personagem criada nos anúncios da Pepsi Max em 2012 que desafia jogadores de basquetebol mais novos para demonstrar que a idade não pesa. Uncle Drew, interpretado pela estrela Kyrie Irving, foi um tiro certeiro por parte da Pepsi, logo esta transição para o cinema é compreensível, pois pelos anúncios viu-se que Kyrie era capaz de suportar o “peso” da personagem, seja num anuncio de 3 minutos ou num filme de hora e meia.

Neste filme Kyrie é ajudado na batuta de papel principal por Lil Rel Howery, o actor comediante que faz de Dax, um treinador de basquetebol de rua que investe todas as suas poupanças para entrar no torneio Rucker Classic, cuja vitória rende 100 mil dólares aos vencedores. Quando Dax inscreve a sua equipa no torneio, ele confia totalmente na sua estrela Casper (interpretado por outra estrela da NBA actual, Aaron Gordon). No entanto o seu rival de longa data Mookie (Nick Kroll) não vai deixar que Dax fique com essa equipa. Para tentar ganhar o torneio Dax vai ter de recorrer à velha guarda…

E é este o ponto de partida desta comédia desportiva. Como seria de esperar depois de se ler a sinopse, o guião não é muito imaginativo e leva-nos a uma típica história de David vs Golias, em que a equipa geriátrica é desrespeitada por todo o torneio e que tem de lutar contra as expectativas para chegar ao confronto final contra a equipa de Aaron Gordon. É um dos pontos fracos de “Uncle Drew”, pois esta história já foi vista vezes que chegue para se perceber de antemão qual o percurso que irá tomar. Mas é sempre engraçado ver o Shaq a ser batido no garrafão fisicamente por uma adolescente que deverá ter 3 vezes menos peso que ele.

Onde o filme brilha mesmo é dentro de campo, tanto durante os jogos como nas referências basquetebolistas. Quem gosta deste desporto (e é principalmente para eles que este filme foi produzido) tem momentos muito engraçados para ver, resultante da interacção entre os jogadores e os actores.

Para além de Kyrie e Gordon, vemos Shaquille O’Neal, Chris Webber, Reggie Miller, Nate Robinson e Lisa Leslie a completar a equipa de basquetebolistas presentes em “Uncle Drew” e que desempenham muito bem os papéis atribuídos. Da parte dos actores, destaca-se obviamente Lil Rel Howery que pontificou num papel secundário em “Get Out” e que neste momento parece destinado a papéis mais importantes. Tiffany Haddish faz de … Tiffany Haddish no seu sentido mais excêntrico. Nick Kroll interpreta um louco vilão, semelhante a uma paródia.

Divertido e descomprometido, “Uncle Drew” é exactamente aquilo que se espera. Sem vender gratuitamente as marcas que suportaram a produção deste filme (vimos mais Nike do que a própria Pepsi no filme), os minutos acabam por fluir naturalmente, sentindo-se uma grande química entre os actores e os jogadores. Se gostam de desporto e se gostam de comédia, podem arriscar a ida ao cinema porque deverão sair gratificados. Para terminar, Kyrie Irving e Aaron Gordon podem ser algumas das maiores estrelas da actualidade, mas ninguém bate o Shaq!

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