Crítica: “Assassino Americano” (American Assassin)

de Michael Cuesta

Assassino Americano” é o mais recente filme de Michael Cuesta (“Homeland”), baseado no best-seller homónimo de Vince Flynn, com um argumento escrito por Michael Finch (“November Man: Um Espião Nunca Morre”), Marshall Herslovitz (“Vigilantes de Guerra”), Stephen Schiff (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”) e finalmente, Edward Zwick (“O Último Samurai”).

O filme conta-nos a história de Mitch Rapp (Dylan O’Brien), um jovem com apenas 23 anos, que é surpreendido na praia com um ataque terrorista, que lhe mata a sua namorada, Katrina (Charlotte Veja). Mais tarde é recrutado pela directora da CIA, Irene Kennedy (Sanna Lathan) e tem como tutor o ex veterano de guerra Stan Hurley (Michael Keaton).

Juntos vão investigar uma série de ataques a militares e civis, que aparentemente são aleatórios. No entanto, acabam por descobrir um padrão nos ataques e acabam numa missão conjunta com uma agente turca, Annika (Shiva Negar) para deter um suspeito denominado “Fantasma” (Taylor Kitsch).

Desde logo, o filme traz-nos um tema muito recorrente nos dias de hoje, o terrorismo. Logo no início do filme temos a consciência de que o mesmo nos podia acontecer a nós, o que parecendo que não, cria um laço de compreensão com o protagonista Mitch.

A acção do filme faz-nos viajar por Ibiza, Dubai e Roma, enquanto vemos tiros, cenas de pancada e explosões, tornando o filme mexido, com um desenrolar bastante fluído, sem grandes momentos parados.

Uma das falhas do filme é ser tão centrado nos protagonistas, que a dada altura parece esquecer-se do mundo que o rodeia e das consequências que alguns acontecimentos têm para o mundo. Depois do ataque terrorista na praia, temos um lapso temporal que poderia ter sido melhor aproveitado, entre outras cenas.

No entanto, é sem sombra de dúvidas um bom filme de acção, conciso e que não se deixa perder muito da história principal, mantendo a fluidez desde o primeiro momento. Cenas de acção, raptos e tiros também não faltam durante o filme. Tanto Michael Keaton como Dylan O’Brien estão fantásticos do inicio ao fim do filme.

É com certeza um bom filme tanto para os fãs do género como que para os fãs de uma boa sessão de cinema, que não deixará ninguém indiferente nem tampouco desiludido. Deixo aqui uma nota extra, Vince Flynn escreveu mais algumas aventuras do agente, o que poderá querer dizer que talvez não seja a única vez que vamos ver Mitch Rapp no grande ecrã.