As Alegres Comadres de Windsor, de William Shakespeare, obra publicada em 1602, foi escrita a pedido da Rainha Elizabeth I, que igualmente solicitou ao autor que incluísse a personagem que muito admirava, John Falstaff, um famoso fanfarrão e boémio que aparece em “Henrique IV”. Surge então As Alegres Comadres de Windsor, peça que relata as peripécias de Falstaff , um fidalgo decadente, ao tentar seduzir duas mulheres casadas que geriam o dinheiro dos maridos, com o único intuito de levar vantagem financeira, mas não sabia que elas eram comadres, que assim descobrem o plano e decidem vingar-se, desmascarando o “Don Juan”, protagonista deste enredo. A ação desenrola-se em cinco atos repletos de sucessivos equívocos, enganos e simulações, a um ritmo hilariante. Profundamente atual pela sua ironia e pela sua mordacidade, numa visão satírica e crítica sobre aqueles que procuram tirar partido da condição feminina para atingir outros objetivos e se promoverem económica e socialmente, ao mesmo tempo que ridiculariza os maridos que, desconfiando permanentemente das mulheres, fazem do ciúme a arma da sua conduta e caem no ridículo pelos excessos que são levados a cometer. A peça As Alegres Comadres de Windsor diferencia-se da restante obra dramática do autor por algumas particularidades como por exemplo, ser a única escrita em prosa e retratar o quotidiano da classe média provinciana.
Ficha Artística
Autoria – William Shakespeare
Tradução – Carlos Alberto Nunes
Adaptação e Encenação– Miguel Assis
Interpretação – André Cortina| Cláudio Pinela| Cristina Cavalinhos| Diogo Leiria | Duarte Victor| Fernando Casaca | Inês Tavares | Isabel Ganilho| João Brás| José António Duarte | Leonor Alcácer| Mário Lobo | Miguel Assis| Olavo Nóbrega | Ricardo Guerreiro Campos| Ricardo Magro