Beetje bij beetjefaz-se e desfaz-se. Tritura o lixo da memória ardente que não desaparece. Transforma. É cabaret que delira com o prazer do que já era passado. Limpeza do futuro. Entretém, revigora e dá prazer. Numa sequência. Um jogo. Com todos. É um espetáculo entre o espetro, o delírio, a alucinação, o hiper-realismo e o absurdo. A mais recente criação de António Lago pretende devolver um retrato das nossas sociedades e problematizar o lugar do corpo nas interações que tecem a teia das várias relações: o poder, as forças instituintes, o coletivo, o privado, a elaboração das subjetividades.
António Lagotirou o curso de encenação, interpretação e dramaturgia na École de Théatre Jacques Lecoq, Paris. Co-fundou o grupo Teatro Só, o espaço Sala e o grupo Ossos. Trabalhou como encenador nos espetáculos Máquina-Hamlet (Heiner Müller), India Song (M. Duras), Roberto Zucco (Bernard-Marie Kóltes), A doença da morte (M. Duras), A Força do Hábito (Thomas Bernhard). Foi intérprete em diversas peças encenadas por Rogério de Carvalho, João Fiadeiro, José Wallenstein, Paulo Castro, entre outros.
Ficha Artística
Direção artísticaAntónio Lago Apoio à direçãoartística Susana Chiocca Texto Manuel Bogalheiro Intérpretes Ana Madureira, Bruno Senune, Joana Castro, Maurícia | Neves, Susana Chiocca Desenho de luzNuno Meira Desenho de som José Arantes Sonoplastia Henrique Fernardes FigurinosLidija Kolovrat Produção Patrícia Barbosa Vídeo e fotografia João Brojo