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Análise – ‘Wolfenstein II: The New Colossus’

Análise – ‘Wolfenstein II: The New Colossus’

‘Wolfenstein II: The New Colossus’ é a sequela de ‘Wolfenstein: The New Order’, lançado em 2014 e que foi muito bem recebido pela crítica e pelos jogadores

Disponível para: PS4, XBOX ONE e PC. Versão para Nintendo Switch sai em 2018.

O que aconteceria se os Nazis tivessem vencido a 2ª Guerra Mundial? É isso que ‘Wolfenstein II: The New Order’ nos apresenta, um cenário apocalíptico situado nos Estados Unidos em 1961. Voltamos a tomar controlo de William “B.J.” Blazkowicz, um soldado americano que tenta novamente derrubar o regime nazi.

Wolfenstein é uma franchise maior que os videojogos da saga em si. Wolfenstein ajudou a definir os videojogos como um meio adulto, e ajudou a estabelecer o género de First-Person Shooters, que ainda continua com uma grande adesão nos últimos anos. Para quem não saiba ou é mais novo, sem Wolfenstein mais dificilmente teríamos connosco Call of Duty, Battlefield, Crysis ou Doom. E qualquer título novo da saga é recebido com muita expectativa para ver o que fizeram, tendo em conta o legado da franchise.

A MachineGames tomou as rédeas do franchise em 2014, e lançou um dos melhores jogos do ano para grande parte dos críticos do meio dos videojogos, ‘Wolfenstein: The New Order’. 3 anos depois, a MachineGames volta a fazer das suas e continua a representar de forma exímia o que a franchise representa. Um FPS rápido e impiedoso, e acima de tudo divertido, frenético e inquietante. É difícil ter segundos de paragem em ‘The New Colossus’, pois quando não temos uma fileira de soldados inimigos pela frente, temos algo para investigar ou procurar.

Começamos o jogo com um pequeno vídeo que nos recorda (ou informa para quem não jogou o anterior) o que se passou em ‘The New Order’. Após isso, somos obrigados a salvar um dos nossos amigos, acabando por condenar o outro. Essa escolha envolve Fergus e Wyatt e que implica um caminho diferente na história que vamos jogar. O Kreisau Circle acaba por conseguir salvar BJ, mas num estado muito debilitado, entrando num período de coma de 5 meses. Até voltarmos a controlar BJ, somos confrontados com um flashback que apresenta a história de infância de BJ, e percebemos que a personagem vivia numa casa controlada por um pai abusivo e que mata a cadela da família por ter defendido BJ das agressões do pai. O início deste novo título serve como pretexto para a chacina de inimigos, e resulta.

O jogo, simplificando, poderá ser jogado de duas formas: de dedo fácil no gatilho, ou tentar chegar ao objectivo usando técnicas stealth. Sim é possível jogar como um típico agente de espionagem, apesar de não ser a forma mais típica de abordar um ‘Wolfenstein’, tal é possível. Aquilo que ‘The New Order’ nos apresentou, ‘The New Colossus’ melhorou, e oferece agora mais possibilidades de encarar o jogo. O gameplay é aprimorado e fluido.

A narrativa é bastante imersiva (apesar de alguns exageros naturais da série) e a imagem transmitida de um futuro alternativo negro é o suficiente para deixar o jogador interessado até ao fim. As cutscenes e o trabalho dos actores que dão a sua voz às personagens do jogo são de grande qualidade, ajudando a ver-mo nos envolvidos na história.

‘Wolfenstein II: The New Colossus’ tem grandes momentos de acção, e tão depressa nos divertimos nesses momentos, como compreendemos a raiva de ver a cadela de BJ morta pelo pai, como nos identificamos nos diálogos em momentos mais calmos entre as personagens da resistência. É nesta montanha-russa emocional que o jogador anda durante a campanha, e a forma como a MachineGames conseguiu equilibrar isso, é um dos grandes feitos de ‘The New Colossus’.

Resumindo, ‘Wolfenstein II: The New Colossus’ é claramente um dos melhores jogos deste ano, e apesar de ter uma concorrência muito forte no final deste ano, a sua aquisição é altamente recomendada.

NDR: Agradecemos à Ecoplay pela cedência da cópia do jogo para análise (versão Playstation 4).

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