‘Strikers Edge’ traz o Dodge-Brawl à Playstation e à Steam e o estúdio Fun Punch Games renova a importância de Portugal no panorama dos videojogos.
Portugal cada vez tem mais pessoas dedicadas ao desenvolvimento de videojogos e por isso é com naturalidade que vemos cada vez mais títulos nas grandes plataformas e nas bocas do mundo. Como o talento por cá existe, iniciativas como os Prémios Playstation são de aplaudir pela boa alavanca que podem ser para muitos dos developers portugueses com projectos interessantes.
Foi assim que surgiu o ‘Strikers Edge’. Um projecto que venceu a primeira edição dos Prémios Playstation em Portugal e que desde essa altura tem surpreendido por todas as feiras por onde tem passado e recebido rasgados elogios por quem o joga. O que é o ‘Strikers Edge’? É o jogo do mata (o chamado dodgeball nos EUA) mas com armas, de forma resumida. Surgindo numa altura ideal, em que as experiências multijogador local estão a ressuscitar e os jogos competitivos dominam as tabelas do Twitch, o jogo da Fun Punch Games consegue “atacar” ambas as vertentes.
O jogo permite batalhas de 1 vs 1 ou 2 vs 2, tanto local como online. Existe ainda um Modo História, mas que não é a parte fundamental deste jogo. O ‘Strikers Edge’ quer mesmo que joguemos com alguém, sem ser a AI. Tanto podem ser os nossos amigos sentados ao nosso lado, como alguém do outro lado do mundo que nunca vimos na vida mas a quem vamos passar alguns minutos a tentar atirar uma lança à cara. Pacífico? Pouco, o jogo oferece dos momentos mais tensos que já experienciei nos últimos anos. Principalmente quando temos uma réstia de esperança de ganhar o round, e a cobertura existente do nosso lado do terreno é escasso, mas no entanto conseguimos fazer uns segundos à lá Rambo e acabamos por vencer o assalto.
Se calhar à primeira vista, o ‘Strikers Edge’ pode parecer fácil. No fundo é só controlar com o analógico esquerdo a personagem, apontar com o direito, e disparar ou bloquear com os gatilhos. A base é essa sim, mas o ‘Strikers Edge’ é claramente daqueles jogos em que é fácil de aprender, mas para se ser um mestre no jogo são precisas muitas horas e muita frustação. Pelo menos foi o que senti no tempo que joguei, no entanto nunca fui um Ás da coordenação motora.
Podemos controlar 8 personagens nos diferentes modos de jogo e em arenas que são capazes de mudar por completo a nossa estratégia de jogo, fazendo com que seja complicado termos uma estratégia universal para vencer qualquer batalha. Isso acaba por compensar o Modo História curto, oferecendo diversidade na jogabilidade. Cada personagem tem o seu ataque e será necessário aprender a jogar com cada uma, pois a escolha das personagens em relação à arena poderá constituir uma vantagem prévia (ou o contrário).
A Fun Punch Games pode-se orgulhar do jogo que produziu e agora é esperar por mais conteúdo futuro para o jogo, como por exemplo mais personagens ou arenas, de forma a que o jogo não estagne a sua premissa rapidamente. Acreditamos que a produtora saberá gerir os momentos pós-lançamento do jogo e certamente o ‘Strikers Edge’ continuará a sua caminhada bem sucedida.
‘Strikers Edge’ é um bom jogo para jogar com amigos, e que garante diversão por várias horas e não digo isto por ser português. O jogo é de facto divertido e surge numa altura que faz sentido, em que os jogos focados no multiplayer local parecem estar a ganhar um novo fôlego. É aí que o jogo brilha, quando estão 4 amigos sentados a atirar lanças às caras das personagens que cada um controla. O combate é fluído e preciso, a animação é bonita, e existem diferentes formas de abordar os combates sem que se torne repetitivo passadas algumas horas. Se procuram um jogo para diversão com um grupo de amigos, ‘Strikers Edge’ pode ser a resposta.