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Análise Gaming | “The Legend of Zelda: Link’s Awakening”

Vamos numa viagem no tempo até 1993 quando, para o velhinho Game Boy, saía mais um The Legend of Zelda, com o icónico escudo, o logótipo da espada e a legenda simples Link’s Awakening. Depois de soprar duas ou três vezes o cartucho, eis que ele arranca e leva-nos numa das melhores aventuras de sempre do Link. Vinte e sete anos depois, o ritual volta a repetir-se, mas sem ter de soprar no cartucho e novamente numa portátil da Nintendo.

Estamos a viajar de volta à Ilha Koholint, para acordar o Wind Fish mais uma vez, e enfrentando os vários perigos que encontramos nos vários locais da ilha, coletando as 8 Instrumentos, de modo a conseguir acordá-lo.

Durante a aventura, vais conhecer um monte de personagens memoráveis ​​e os tão famosos easter eggs do universo Nintendo. Zelda, em 93, vivia momentos de glória com o “A Link to the Past” e este jogo, conseguiu chegar ao coração de muita gente, mesmo tendo a limitação da consola portátil da Nintendo e tendo sido criado como um side project.

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Este jogo era, inicialmente, uma brincadeira que Kazuaki Morita fazia nos tempos livres para experimentar o kit de development do Game Boy. Acabou depois por receber a aprovação da equipa de desenvolvedores principal da Nintendo, mas muito mais tarde.

Link’s Awakening é mais um projeto de paixão: a inspiração dos criadores para experimentar uma franquia que já tinha uma força significativa era grande, e acabaram por enriquecê-la com elementos das principais séries da Nintendo.

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No fundo, enquanto tratavam o projeto como uma piada e experimentavam os recursos da consola, eles criaram o título que Shigeru Miyamoto, criador de Zelda, talvez nunca deixasse acontecer, mas aconteceu.

No final, os criadores estavam convencidos que o lançamento iria ser coroado com sucesso. Tal foi, que ainda saiu a versão Deluxe do jogo para Game Boy Color (adicionando cor ao jogo, suportando a Game Boy Printer e uma nova masmorra).

Agora chega Link’s Awakening à Nintendo Switch, com mais teclas que o antigo Game Boy, que fez a magia apenas com o direcional e o A e B. Aqui temos novos truques de jogabilidade, bem como um campo de tecnologia superior com hardware 3D. Mas a fórmula do jogo não é a mesma dos restantes Zeldas (percorrer Hyrule, coletar peças, eliminar a ameaça de cada encarnação de Ganon – ou algum vilão que ameaça Hyrule – e ajudar a princesa Zelda a proteger seu mundo). Desta vez, passa-se num mundo de sonhos, com algumas limitações do script, por melhor escrito que este esteja.

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Os jogadores que jogaram o jogo há duas décadas são capazes de se lembrar do que precisam de fazer a qualquer momento de sua aventura. Mas talvez vão ficar um pouco surpresos com o design de Link e os outros personagens da ilha. Apesar de ser diferente, acabei por gostar bastante de como ficaram.

Porém, por ser uma época distinta, os desenvolvedores de jogos decidiram fazer algumas mudanças drásticas para enriquecer a experiência. Para começar, digamos que a vida pode ser aumentada até vinte, ao contrário das doze do jogo original, tornando algumas situações mais fáceis. Os monstros que circulam pela ilha são muito mais agressivos e menos previsíveis na maneira como atacam e se movimentam, assim como na maneira como eles precisam ser exterminados.

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Ao mesmo tempo, as coisas mudaram nas masmorras espalhadas pela ilha. Tanto os Chefes secundários, quanto os próprios Pesadelos também seguem diferentes tácticas de ataque – embora para um jogador experiente isto não seja nada mais do que uma surpresa agradável. Para os jogadores mais jovens, todo o processo será um enigma que exigirá uma maior atenção.

Especialmente nos momentos iniciais do jogo, a necessidade de uma abordagem mais cautelosa nos ambientes é mais necessária do que nunca, pois o Link está menos poderoso e sem o equipamento necessário – mesmo para aqueles que pensam que sabem tudo sobre o jogo, cuidado! Neste jogo precisas ter muita atenção aos diálogos porque podes ficar, literalmente, sem saber para onde ir.

Outra melhoria que nos surpreendeu agradavelmente, desde os primeiros momentos que obtivemos do jogo, é a melhoria substancial das lojas/mini-jogos da aldeia Mabe. A loja principal continua a evoluir ao longo do jogo, adicionando mais itens à medida que a nossa aventura avança e tornando a visita necessária. O mesmo se aplica à loja de mini-guindastes: faz lembrar aquelas máquinas que havia nos cafés para tirar peluches, ou mesmo no Mario 2 para o Game Boy, aquele nível de bónus que tinha um guindaste para ganhar vidas, que serviu apenas para um uso no jogo original desta vez. A loja é enriquecida com itens que são constantemente actualizados, mas também com um recurso adicional: o da física.

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Os objetos que o guindaste agarra movem-se à medida que se elevam e são afectados pelo movimento e pela gravidade. Como resultado, muitas tentativas podem não ter êxito e precisamos tentar várias vezes. O mini-jogo de pesca sofreu também um upgrade: a pesca pode ser mais difícil e a resistência do peixe é muito mais natural. A aplicação das leis naturais à pesca, juntamente com a escolha do isco certa, presta-se ao seu próprio toque refrescante.

A adição mais significativa ao jogo (e provavelmente um dos seus pontos de venda) é o Modo Dungeon Editor. Este modo permite que o jogador crie virtualmente a sua própria masmorra, fazendo lembrar o Mario Maker, mas numa perspectiva menor e mais limitada. A verdade é que o Modo Dungeon Editor pode monopolizar o interesse do jogador por algum tempo, distraindo-o um pouco da Siren Hunting e do Wind Fish Awakening.

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Os dois updates mais significativos é o Dungeon Editor e, claro, também a atualização visual do mundo, em todos os níveis. As cenas da versão original são substituídas por belas cenas animadas, enquanto o mundo unidimensional pixelizado é substituído por modelos tridimensionais coloridos que dão um novo impulso à experiência original. Além disso, o jogo adiciona mais fast travels, permitindo que o Link viaje para mais rapidamente.

Quando, inicialmente, corri o jogo senti uma quebras de frames muito subtis, que não esperava num jogo como este, mas nada preocupante. Este jogo consome pouca bateria, sendo que a Nintendo Switch aguentou-se bastante bem a rodar o jogo.

Concluindo, o Link’s Awakening parece ser voltado principalmente para aqueles que jogaram o jogo original, e para todos aqueles que não esperavam um novo Zelda. Quem decidir embarcar em mais uma jornada para Koholint, deve preparar-se para uma aventura Zelda completamente diferente de tudo o que eles viveram antes. O jogo é bastante bonito, com uma actualização gráfica, mas com toda a magia do jogo original com mais de 20 anos. Mais do que recomendado!

The Legend of Zelda: Link's Awakening

Vamos numa viagem no tempo até 1993 quando, para o velhinho Game Boy, saía mais um The Legend of Zelda, com o icónico escudo, o logótipo da espada e a legenda simples Link's Awakening. Depois de soprar duas ou três vezes o cartucho, eis que ele arranca e leva-nos numa das melhores aventuras de sempre do Link. Vinte e sete anos depois, o ritual volta a repetir-se, mas sem ter de soprar no cartucho e novamente numa portátil da Nintendo.

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