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Análise Gaming | “Devil May Cry 5”

Hideaki Itsuno renasce os demonios de Devil May Cry

Devil May Cry está de volta!! E com um jogo totalmente direcionado para os fãs antigos da série. Hoje, quando vemos os jogos mais famosos de hack and slash a mudar de direcção, como foi o caso do God of War, o Devil May Cry volta… e mais hack and slash seria difícil. Dante e companhia estão de volta, e que companhia!!

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Devil May Cry que esteve para ser um Resident Evil, felizmente, ganhou vida própria numa altura em que a Capcom era uma das maiores criadoras de jogos do mundo, e que estaria muito bem a lançar bons títulos para a PS2. Hoje, dezoito anos depois, Devil May Cry é maior de idade e volta com um título deslumbrante.  

Se olharmos para a capa do jogo, vemos três personagens jogáveis, cada um deles com os seus poderes, com a sua barra de progressão e é difícil escolher um favorito, porque cada um oferece um tipo de jogo completamente diferente.

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Inicialmente, temos Nero que vem do Devil May Cry 4 directamente para o novo título. Com as suas próteses no braço, Nero oferece um conceito interessante. Tendo perdido o seu antebraço, ele agora usa próteses e estas têm poderes mágicos. Estas próteses são criadas por Nico, a mecânica meia sexy, meia nerd. … Cada prótese oferece novas possibilidades de jogabilidade, novas maneiras de matar inimigos e especialmente para criar combos cada vez mais longos.

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Depois temos o V que surpreende com sistemas de jogo muito diferentes do que conhecemos até agora na série. Porque V não tem força para lutar, ele basicamente tem dois demónios para fazer o trabalho sujo por ele: Griffon e Shadow. Um duo de choque que é completado pelas aparições mais pontuais de Nightmare, um colosso que V pode invocar. Quando os inimigos estão fracos ao ponto de ser mortos, V vai lá dar o toque final. Este personagem está muito bem conseguida e dá uma brisa de ar fresco ao jogo.

E, finalmente, há Dante, filho de Sparda que é tão poderoso quanto complexo. Este personagem é como o vinho do porto, fica melhor com a idade. Ele oferece uma brutal infinidade de possibilidades de combate: o Swordmaster, Gunslinger, Trickster e Royal Guard. Isto já tínhamos visto noutros jogos da série e faz lembrar um pouco o sistema de combate dos Yakuzas.

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Se formos falar a nível de inimigos, então, a lista é incrivelmente grande. Nunca te vais sentir entediado com este jogo, até porque a sua velocidade de combate nem o permite e ainda vais poder comprar mais upgrades usando as red orbs. Aqui um ponto negativo: tens alguns ataques que são bastantes caros de adquirir e aí entram as micro transações em que podes ir à store (neste caso na versão que tivemos para teste) da PS4 e adquirir, assim, vantagens para o jogo usando o teu dinheiro. Com o passar dos níveis, os teus personagens vão ficando mais fortes com tudo o que adquires para eles e, desta forma, também os combos ficam mais complexos e ainda mais interessantes.

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Por exemplo, o Dante tem várias armas que poderá usar. Uma é de tirar o chapéu, é a Cavaliere: uma moto feita de uma armadura de um dos bosses, que podes usar para cortar inimigos ao meio. Está muito bem pensada. O sistema de combate pode ser fácil de dominar, como pode ser bastante difícil… tudo depende do nível de dificuldade com que queiras jogar.

Devil May Cry sempre foi bastante exigente, mas este quinto episódio ainda é um passo à frente, com inimigos talvez menos agressivos do que no passado, mas muito mais fortes.

O jogo na PS4 Slim correu sem qualquer tipo de slowdown, com uma fluidez incrível. Notámos, apenas, que as câmaras, às vezes, poderiam estar melhor, mas nada de preocupante.

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O jogo vai alterando o seu modo de combate, a sua jogabilidade durante todo o jogo e faz com que fiques preso ao jogo apenas e só pelo seu sistema de combate. Mas também traz consigo uma história sólida com personagens carismáticos.

A nível de cenários, são extremamente pormenorizados. Mais dark que os seus anteriores, com algumas influências de jogos da From Software como o Demon Souls ou o Bloodborne, o que não é de todo mau! Antes pelo contrário, o jogo corre no último motor gráfico da Capcom, o RE Engine, feito na altura para o Resident Evil 7 e que só este ano lança dois jogos incríveis: este Devil May Cry V e o remake do Resident Evil 2.  Apenas acho que percorremos demasiado tempo nas raízes de Qliphoth e acabamos por achar que estamos demasiado tempo no mesmo sítio.  O gráficos são topo de linha, com personagens expressivos e com uma voice acting de topo.

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Outro aspecto a realçar é, sem dúvida, a música do jogo que é baseada em Death Metal e Metal Industrial. Nota-se bastante bem que a música não foi feita a pensar nas massas, porque acabam até por ter vozes guturais, guitarras bem pesadas e bombos duplos. E isso para mim é um ponto bem positivo.

Sinceramente, adorei o jogo. Acho que já estávamos a precisar de um bom hack and slash e este é dos melhores que já joguei. Também de realçar a excelente história do jogo e, a maneira com que o jogo te obriga a melhorar a personagem, sempre com novas habilidades constantes e armas, faz com que o jogo te faça querer mais.

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