Análise Gaming – ‘Déraciné’

From Software chega ao mundo VR

A Playstation tinha dito que este ano ia lançar vários títulos para a PSVR e não tem desiludido. Agora chega Déraciné.

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A empresa por detrás deste título é a From Software e Japan Studio, que são, apenas, os criadores de Dark Souls, Demon Souls e Bloodborne. Mas se achas que vais encontrar aqui um jogo cheio de acção, com monstros gigantes e com barras de energia maiores que a tv, estás completamente enganado… mas basta olhar para o grafismo do jogo, que notas perfeitamente que é um título da From Software.

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Nota-se o empenho da empresa neste jogo que é uma experiência diferente do normal; o próprio presidente da From Software, Hidetaka Miyazaki, disse que queria que os jogadores entrassem nesta aventura e que fossem surpreendidos por algo que nunca experienciaram! A fórmula do jogo não é propriamente nova, mas em VR é, sem dúvida, uma novidade.

A From Software costuma deixar a story teller bem específica: aqui eles jogam a bola para o jogador e ele próprio vai escrever um pouco a sua história. O que pode ser interpretado por um jogador de uma maneira, é entendido de modo diferente por outro, tornando um pouco o jogo único para cada jogador que jogar Déraciné.

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O story telling do jogo é contado através de diálogos, folhas que encontras pelo mapa, fotografias, etc… ou seja, tens de explorar para conhecer a história e é muito importante ouvir e ler tudo, senão vais acabar preso sem saber o que fazer! É como se fossem dicas… por exemplo, encontras dois fantasmas a falar, em que um deles tem uma chave que tu procuras, ele diz que vai guardar essa mesma chave no bolso das calças. Ao ouvir isso já sabes que vais ter de encontrar aquelas calças para obter a chave. É este tipo de raciocínio lógico que o jogo te obriga a ter e isto é uma constante no jogo. Tens uma história principal e vais ter de descobrir outras mini histórias para conseguir desvendar a história principal.

Neste jogo encarnamos um espírito que tem dois anéis, esses anéis são adquiridos no tutorial, e esses anéis dão para controlar o tempo. Grande parte do jogo passa-se numa escola e alguns alunos acreditam na tua existência… mas outros nem por isso! No entanto, com as tuas acções, mais alunos vão começar a acreditar que existes mesmo!

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Foi o jogo VR até hoje que menos me fez enjoar, está mesmo bem feito.  É obrigatório ter o PS Move, sem ele não dá para jogar de todo, um pouco ao estilo do Batman Arkham VR. Este jogo é um pouco maior que o normal, tendo perto de 6 horas de gameplay e foca-se claramente na exploração, manipulação de pistas e quebra cabeças, logo não é um jogo de acção. Aqui tens de usar o cérebro e meter em prática o pensamento lógico.

A nível de controlos, usas o Move para controlar os teus braços e com eles podes abrir portas, agarrar objectos, abaixar-te etc… para andar basta olhar para onde queremos ir e uma luz azul vai aparecer se for possível dirigires-te para lá. Quando dá, clicas numa tecla e és teleportado para o local, como, por exemplo, no Doom VR.

Graficamente o jogo está bem bonito. Não se pode comparar com os gráficos ditos normais, porque a From Software tem uma imagem muito própria e aqui não é excepção! Dentro do que nos tem habituado, é dos melhores apresentados até hoje e é claramente um upgrade em relação ao Dark Souls 3, que foi o último título lançado pela companhia.   

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Se és fã da From Software, este jogo é obrigatório. Se gostas de histórias boas, este jogo também é recomendado. Agora se gostas mais de jogos de aventura, este jogo não é para ti.

A From Software garantiu uma experiência nova, algo que ninguém contava, e conseguiu! Este é um jogo completamente diferente do que nos tem habituado, mas que não deixa de se notar de quem é o jogo realmente!

 

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Deráciné

  • Marco Fresco 6

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