Análise Game of Thrones T07E01 – “Shall we begin?”

O inicio do qual tanto se esperava!

Depois de 400 e muitos dias à espera que o Inverno chegasse e depois de dezenas de artigos especulativos que fazem o deleite dos spoilers, temos o episódio Dragonstone da temporada 7 de Game Of Thrones.

Sem os confrontos sanguinários típicos de uma das séries mais atrozes da televisão, o episódio não nos desilude sendo cinematograficamente exuberante.

É um episódio introdutório da batalha que finalmente se aproxima, que faz um retrato geral das personagens principais que definem a estratégia que vão adotar e apesar da pouca ação não se tornou aborrecido.
Destaca-se o início perfeito, ainda antes do genérico, com Walder Frey congratulando com um festim os seus homens pelo massacre durante o casamento vermelho na terceira temporada.

Frey morre após ter comido a tarte feita com os próprios filhos, deixando-nos a impressão do momento pertencer ao passado. E eis que se escuta a melhor frase com um sabor de vingança e de justiça, “Leave one wolf alive and the sheeps are never safe!”. E Arya continua a surpreender e a satisfazer o sentimento de justiça da Casa Stark envenenando todos os Freys importantes que se regozijavam com o vinho.

Maisie William como Arya Stark no festim dos Frey

O nome aludia a um episódio centrado em Daenerys Targaryen, mas eis que que os contornos ganham forma pontuados com outras histórias que unem as várias personagens. Temos como exemplo Sam que esta na Cidadela junto dos eruditos em busca da solução que Jon precisa para combater os White Walkers. Num dos livros da biblioteca encontra a existência de uma montanha com vidro de dragão situada exatamente onde Daenerys está.

Sandor Clegane “The Hound” enquanto viaja para Westeros com a “Brotherhood without banners” encontra a casa em que esteve na temporada 4 e vê uma premonição no fogo da invasão da muralha com um exercito de milhares de White Walkers. Comove-se ao encontrar o pai e a menina mortos acabando por enterra-los, o que mostra a evolução de uma personagem de um comportamento frio para o um mais sensível em busca de redenção.

Jon Snow assume o governo de Winterfell iniciando os preparativos para a guerra que se aproxima, debate-se com as opiniões contrárias de Sansa que teme que a ingenuidade do irmão o leve a cometer os mesmos erros que mataram Ned e Rob. Mas Sansa está diferente, amadurecida e endurecida após tanta manipulação e sofrimento. Podemos prever que vai causar problemas nesta série deixando de ser manipulada por Littlefinger e orgulhando-se do que aprendeu com Cersei.

Sophie Turner como Sansa Stark em Winterfell

Depois de ter reivindicado “The Iron Throne” para si mesma, Cersei encomenda uma pintura decorativa com um mapa do seu novo império num dos pátios de King´s Landing. Os spoilers já descreveram toda uma teoria de simbolismo em torno do posicionamento de Cersei e do seu irmão Jaime sobre este mapa que revela a possível morte de Cersei. Prefiro não a comentar porque a hipótese me pareceu realmente muito plausível, e também vos aconselho a que desta vez escolham a “Blue Pill” para manterem o suspense até ao final da temporada.

Este cenário foi ainda palco de alguma discórdia entre os dois irmãos quando Jamie a recorda que ainda não é rainha e que precisa de aliados para se preparar para a guerra que se aproxima contra Daenerys, levando Cersei a calcular numa possível aliança com Euron Greyjoy.

Apesar de ter sido uma surpresa para a atriz que representa Arya (Maisie Williams, fã do cantor), o aparecimento de Ed Sheeran como um dos soldados Lannister, foi muito diferente da sua participação no casamento vermelho. A sua personagem teve demasiado protagonismo, distinguindo-se demasiado dos restantes personagens tornando o momento demasiado publicitário e dispensável num episódio tão aguardado.

O episodio encerra com a chegada triunfal de Daenerys com as suas tropas à fortaleza Targaryen na qual nasceu, pronta para conquistar os 7 reinos. Um momento de grande importância estratégica e simbólica para a batalha que finalmente se aproxima.

E é assim que GOT desenvolve, inicia com pequenos movimentos dando enfase ao que é essencial para chegar ao grande final, destacando mulheres fortíssimas para responder à grande questão “Quem governará?”.

Shall we begin? Yes!