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A verdadeira pista de dança de Ozuna fecha MEO Marés com casa cheia

O último dia de MEO Marés abriu portas perante um cenário de lotação esgotada. Quase 40 mil festivaleiros encheram a Praia do Aterro Norte, em Leça da Palmeira, para um domingo de calor e muita música latina.

A verdadeira pista de dança de Ozuna fecha MEO Marés com casa cheia
Tiago Ferreira/CA Notícias

O último dia de MEO Marés abriu portas perante um cenário de lotação esgotada. Quase 40 mil festivaleiros encheram a Praia do Aterro Norte, em Leça da Palmeira, para um domingo de calor e muita música latina.


Pouco antes das 18 horas, Soraia Ramos deu início ao concerto perante um recinto que começava a ganhar vida. A artista cabo-verdiana apresentou um espetáculo marcado pela elegância, pela proximidade com o público e por uma fusão entre afro-pop, kizomba e R&B, que conquistou rapidamente os primeiros milhares de festivaleiros.

A atuação arrancou com “Kapri”, servindo de cartão de visita para um concerto onde não faltaram alguns dos temas mais conhecidos da sua carreira. Seguiram-se “Meu Marido”, “Agora Penso Por Mim” e “O Nosso Amor”, canções acompanhadas por um público que, apesar da hora, já cantava grande parte dos refrões.

Num registo mais intimista, Soraia interpretou “Quero Fugir”, “Olha para Nós” e “I Love You Too”, antes de surpreender ao chamar Lisandro Cuxi ao palco para interpretar “Bai – Remix”. A cumplicidade entre ambos foi um dos momentos altos do concerto, recebida com uma enorme ovação.

Na reta final, a cantora voltou a elevar a energia com “Diz-Me”, “Mama”, “Bu Ka Bali Nada” e “Muda”, encerrando a atuação com “Nha Terra”, numa sentida homenagem às suas raízes cabo-verdianas. O público respondeu de braços erguidos e em coro, num final emotivo que deixou o ambiente preparado para uma longa jornada de música junto ao mar.

A verdadeira pista de dança de Ozuna fecha MEO Marés com casa cheia

Às 19h15, os Calema subiram ao Palco MEO já perante um recinto praticamente cheio. António e Fradique Mendes encontraram um público pronto para cantar do primeiro ao último minuto, num concerto que percorreu os maiores êxitos da dupla e confirmou a forte ligação que mantém com os fãs portugueses.

A atuação arrancou, como não podia deixar de ser, com “A Nossa Vez”, imediatamente acompanhada em coro por milhares de vozes. Seguiram-se “À Prova de Bala”, “Amar pela Metade” e “Perfume”, estabelecendo desde cedo um ambiente de comunhão entre palco e plateia.

O alinhamento prosseguiu com “Respirar”, “A Nossa Dança” e “Leva Tudo”, alternando momentos mais intimistas com outros de maior intensidade rítmica. Soraia Ramos voltou a pisar o mesmo palco para atuar com os Calema, interpretando o tema “O Nosso Amor”.

A energia voltou a subir com “Maria Joana”, “Chuva de Amor” e “Onde Anda”, temas que foram recebidas com enorme entusiasmo, numa sucessão de refrões cantados em uníssono.

O concerto terminou da mesma forma que começou: ao som de “Te Amo”, reprisada para um último momento de celebração. De telemóveis no ar a casais abraçados e famílias inteiras a cantar cada palavra, os Calema deixaram claro porque continuam a ser uma das bandas mais acarinhadas da música em português, protagonizando um dos concertos mais participados de toda a edição do MEO Marés.

A verdadeira pista de dança de Ozuna fecha MEO Marés com casa cheia
Tiago Ferreira/CA Notícias

Quando Danny Ocean entrou em palco, às 21h15, o sol já tinha desaparecido no horizonte, mas a temperatura junto ao Palco MEO continuava elevada. Na sua estreia no MEO Marés, o cantor venezuelano protagonizou um concerto contagiante, onde a pop latina, o reggaeton e os ritmos caribenhos dominaram por completo um recinto repleto de milhares de fãs.

O espetáculo arrancou de forma surpreendente com “Imagínate”, numa versão do tema de Kapo, antes de entrar no seu próprio repertório com “Vitamina”, “Volare”, “Amor” e “Swing”, músicas que rapidamente colocaram o público a dançar. Sempre em movimento, Danny Ocean percorreu a frente do palco, interagiu constantemente com os fãs e mostrou-se visivelmente impressionado com a resposta da plateia portuguesa. “É um prazer estar aqui esta noite”, afirmou, ao mostrar o seu apoio aos venezuelanos.

Seguiram-se “Epa Wei”, “Ley Universal” e “Binikini”, numa sequência que evidenciou a versatilidade do artista.

Como seria de esperar, o encerramento ficou reservado para “Me Rehúso”, o maior êxito da carreira de Danny Ocean e uma das músicas latinas mais ouvidas da última década. Desde os primeiros acordes, milhares de vozes cantaram cada palavra em uníssono, criando um dos momentos mais marcantes da noite. Com telemóveis iluminados, braços no ar e um ambiente de verdadeira celebração, o artista despediu-se sob uma enorme ovação, deixando o público do MEO Marés totalmente preparado para o aguardado concerto de Ozuna.

A verdadeira pista de dança de Ozuna fecha MEO Marés com casa cheia
Tiago Ferreira/CA Notícias

Pouco passava das 23h30 quando as luzes do Palco MEO se apagaram e a multidão recebeu Ozuna com uma explosão de entusiasmo. O artista porto-riquenho regressou ao MEO Marés um ano depois da sua estreia no festival, onde, em 2025, atuou antes de Pedro Sampaio. Desta vez, voltou à Praia do Aterro como o grande cabeça de cartaz da última noite, assumindo a responsabilidade de encerrar uma edição que se encontrava completamente esgotada.

A entrada fez-se ao som de “Pikito”, tema gravado com Beéle, imediatamente seguido por “Enemigos”, levando milhares de pessoas a cantar desde os primeiros minutos. Sem perder intensidade, Ozuna percorreu alguns dos maiores sucessos da sua carreira com “Del Mar”, “La Modelo”, “Caramelo”, “Tu Foto”, “Se Preparó” e “Dile Que Tú Me Quieres”, numa sequência que manteve o recinto permanentemente em movimento.

Ao longo do concerto, houve ainda espaço para revisitar algumas das colaborações que ajudaram a consolidar a sua carreira internacional. “Escápate Conmigo”, originalmente com Wisin, “Ahora Dice”, de J Balvin, “Adicto”, de Tainy, “Que Va”, de Alex Sensation, “Me Niego”, dos Reik, “Criminal”, com Natti Natasha, “China”, de Anuel AA, “Hey Mor”, de Feid, “Te Boté”, de Nio García, e “Taki Taki”, êxito global de DJ Snake, foram recebidos com um entusiasmo contagiante, refletindo o impacto mundial do repertório do artista.

Pelo meio, não faltaram “Te Vas”, “Solita”, “Vaina Loca”, “Ibiza”, “Kourtney”, “Una Aventura”, “Síguelo Bailando”, “Baila Baila Baila”, “El Farsante” e “Si No Te Quiere”, numa atuação praticamente sem pausas, onde cada música dava lugar à seguinte ao ritmo de medleys cuidadosamente encadeados.

O público respondeu do princípio ao fim com uma energia inesgotável. Milhares de telemóveis iluminaram o recinto, os refrões ecoaram junto ao mar e a frente de palco transformou-se numa enorme pista de dança. Entre agradecimentos ao público português, Ozuna prometeu regressar em breve e despediu-se sob uma estrondosa ovação, encerrando não apenas o concerto, mas também uma edição memorável do MEO Marés.

A verdadeira pista de dança de Ozuna fecha MEO Marés com casa cheia
Tiago Ferreira/CA Notícias

Enquanto o Palco MEO concentrava os grandes nomes internacionais, o Palco Super Bock voltou a afirmar-se como espaço privilegiado para propostas diferentes. Edmundo Inácio subiu a palco para um concerto marcado pela fusão entre música tradicional portuguesa e influências contemporâneas. Temas como “Rosinha”, “Sempre Bem”, “Dança”, “Terra” e outras composições do seu repertório mostraram a versatilidade do músico, conquistando um público atento.

Já Deixem o Pimba em Paz proporcionaram um dos momentos mais irreverentes do dia. O projeto voltou a reinventar clássicos da música popular portuguesa através de sofisticados arranjos jazz, funk e soul, transformando canções bem conhecidas em versões inesperadas. O público oscilava entre a surpresa e a gargalhada, cantando cada refrão enquanto a banda brincava constantemente com a plateia.

A fechar o palco, Kiko Is Hot assumiu os comandos da madrugada com um DJ set repleto de house, afro-house e música eletrónica, prolongando a festa muito para lá do concerto de Ozuna.

O Palco Coca-Cola Samba voltou a ser um dos pontos de encontro mais concorridos durante a tarde. Entre atuações de DJ e sessões de Papo de Samba, o espaço manteve um ambiente permanente de dança, funcionando como alternativa entre os grandes concertos.

Já o Palco SAPO Comédia garantiu várias horas de humor com Luccas Otávio, Lourenço Nunes, Hugo Silva, João Pinto e Dagu, que encontraram plateias cheias ao longo de toda a tarde e início da noite, proporcionando momentos de descontração entre concertos.

Pelas zonas de restauração, ativações de marca e áreas de lazer, o ambiente manteve-se intenso desde a abertura de portas. Famílias, grupos de amigos e visitantes de várias nacionalidades aproveitaram as últimas horas do MEO Marés, enchendo os espaços do recinto até ao encerramento.

Depois de Da Weasel, Seal, James, Danny Ocean e Ozuna, o público despediu-se já com um pensamento comum: o regresso nos dias 16, 17 e 18 de julho de 2027.

Leia também: MEO Marés: Seal trouxe a elegância, James a intensidade e o público fez o resto

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